Homens e mulheres costumam conversar
com freqüência sobre seu “tipo ideal”. As loiras, altas e peitudas costumam ser
unanimidade entre a torcida masculina, tanto quanto as morenas de olhos verdes,
claro. Assim como a galera feminina pode até dar uns perdidos com os feinhos de
vez em quando, mas obviamente prefere os morenos altos, bonitos e sensuais.
Isso é histórico, um padrão da sociedade.
A verdade é que, independente
de qualquer estereotipo, não existe um “tipo ideal” pra ninguém. O que existe é
um “tipo ideal para cada ocasião”. Existe o perfeito/a perfeita pra namorar,
pra se divertir, pra bater um papo trivial tomando cerveja no boteco, pra sair
pra jantar, pra conversar sobre coisa séria, pra aconselhar, pra acompanhar em
uma vida saudável, pra pegar num final de noite diante da falta de outra opção
e assim sucessivamente. Bem como há aqueles que são perfeitos pra desfilar de
mãos dadas e matar os outros de inveja e, por outro lado, os que a gente
precisa esconder pra não passar vergonha.
É simples perceber a missão de cada
ser humano em nossas vidas – não precisa se esforçar muito pra saber que quem
te liga de madrugada não serve pra ocupar um grande espaço na sua vida. Como
diz a minha irmã, quem te procura às 6h da manhã não serve pra sentar à sua
mesa no almoço de domingo. Mesmo essa e outras coisas estando claras, os “tipos
ideais” ainda causam grande confusão mental em algumas pessoas. Em certos
momentos, nós mesmos não sabemos para que servimos e o que queremos. Que atire
a primeira pedra quem nunca se sentiu perdido.
Entre os equívocos mais comuns,
está aquele cometido pelo homem que considera ideal assumir compromisso somente
com mulher inexperiente na cama. Sim, acreditem, isso existe! Já ouvi de amigos
que, quando quiserem um “entretenimento de qualidade na horizontal”, vão
procurar “alguma vagabunda”. O motivo: “quem sabe muito na cama, já deve ter
transado com vários e não serve pra ser minha namorada”. E aí seguem na busca
pela virgem imaculada, a quem vão levar pra jantar na casa dos pais e, depois
de deixar em casa, chifrar com alguma expert. Nada machistas, não?
A verdade é que algumas pessoas
até sabem quem é ou não digno de compromisso, mas sentem medo de assumir
qualquer relacionamento com pessoas confiantes e seguras de si, pelo fato de
não ter a mesma segurança e temer ser a parte fraca da relação. Estar com
alguém repleto de qualidades e não tremer na base não é pra qualquer um. Pra
terminar, outra dica importantíssima: quando alguém dispensar o joguinho e não
se preocupar em se fazer de difícil pra você, não pense que é irresistível. Ao
invés de se sentir a última bolacha do pacote, cogite a hipótese de que essa
pessoa talvez não faça tanta questão de impressioná-lo, por achar que não vale
muito mais que meras sessões de pegação ;)

