quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O tipo ideal para cada ocasião



Homens e mulheres costumam conversar com freqüência sobre seu “tipo ideal”. As loiras, altas e peitudas costumam ser unanimidade entre a torcida masculina, tanto quanto as morenas de olhos verdes, claro. Assim como a galera feminina pode até dar uns perdidos com os feinhos de vez em quando, mas obviamente prefere os morenos altos, bonitos e sensuais. Isso é histórico, um padrão da sociedade.

A verdade é que, independente de qualquer estereotipo, não existe um “tipo ideal” pra ninguém. O que existe é um “tipo ideal para cada ocasião”. Existe o perfeito/a perfeita pra namorar, pra se divertir, pra bater um papo trivial tomando cerveja no boteco, pra sair pra jantar, pra conversar sobre coisa séria, pra aconselhar, pra acompanhar em uma vida saudável, pra pegar num final de noite diante da falta de outra opção e assim sucessivamente. Bem como há aqueles que são perfeitos pra desfilar de mãos dadas e matar os outros de inveja e, por outro lado, os que a gente precisa esconder pra não passar vergonha.

É simples perceber a missão de cada ser humano em nossas vidas – não precisa se esforçar muito pra saber que quem te liga de madrugada não serve pra ocupar um grande espaço na sua vida. Como diz a minha irmã, quem te procura às 6h da manhã não serve pra sentar à sua mesa no almoço de domingo. Mesmo essa e outras coisas estando claras, os “tipos ideais” ainda causam grande confusão mental em algumas pessoas. Em certos momentos, nós mesmos não sabemos para que servimos e o que queremos. Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu perdido.

Entre os equívocos mais comuns, está aquele cometido pelo homem que considera ideal assumir compromisso somente com mulher inexperiente na cama. Sim, acreditem, isso existe! Já ouvi de amigos que, quando quiserem um “entretenimento de qualidade na horizontal”, vão procurar “alguma vagabunda”. O motivo: “quem sabe muito na cama, já deve ter transado com vários e não serve pra ser minha namorada”. E aí seguem na busca pela virgem imaculada, a quem vão levar pra jantar na casa dos pais e, depois de deixar em casa, chifrar com alguma expert. Nada machistas, não?

A verdade é que algumas pessoas até sabem quem é ou não digno de compromisso, mas sentem medo de assumir qualquer relacionamento com pessoas confiantes e seguras de si, pelo fato de não ter a mesma segurança e temer ser a parte fraca da relação. Estar com alguém repleto de qualidades e não tremer na base não é pra qualquer um. Pra terminar, outra dica importantíssima: quando alguém dispensar o joguinho e não se preocupar em se fazer de difícil pra você, não pense que é irresistível. Ao invés de se sentir a última bolacha do pacote, cogite a hipótese de que essa pessoa talvez não faça tanta questão de impressioná-lo, por achar que não vale muito mais que meras sessões de pegação ;)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Terminou? Abre o olho, que tem outra na parada!


Homens em geral são acostumados com relacionamentos falidos. Estar nesse tipo de situação dificilmente se torna algo incômodo a eles. O máximo que pode gerar são pequenas irritações. Por exemplo: não importa se sua namorada/mulher o proíbe de sair com os amigos; ele vai sair do mesmo jeito, nem que seja escondido. Assim como não muda nada fuçar o celular dele em busca de provas de traição, pois ele vai continuar pulando a cerca.

Mas o que leva estes seres do sexo masculino a permanecer em relações que os fazem insatisfeitos? Simples: a dependência. A maioria deles precisa ter uma pessoa ao lado, pra descarregar lamentações quando a porcaria do seu trabalho não vai bem ou chorar as pitangas quando alguém da sua família bate as botas, por exemplo. Sei, porque já fiz esse papel.

Um homem que estava há tempos em uma relação decadente costuma causar surpresa quando finalmente resolve colocar um ponto final. “Nossa, o que será que aconteceu pra ele terminar?” Arrumou outra, minha gente! Pode nem ser outra namorada, só um esqueminha ou alguém que lhe proporcione um “entretenimento” semanal (se é que me entendem).

Um amigo justificou que não terminou um namoro falido porque, naquele momento, estava “com preguiça de correr atrás de outra”. Segundo ele, “tinha sexo ali, sem precisar de esforço”. Quando o questionei sobre a razão de não querer se esforçar, foi direto: “ela cumpria a função social dela na cama. Se eu fosse pegar outra, teria que treinar pra deixar do jeito que eu gosto”. A idéia de ter uma transa fixa foi confirmada por outro amigo, mas vamos manter em sigilo a identidade dos dois malandrinhos, ok?

O fato é que, conforme opinou uma representante da ala feminina, “nada é mais cruel que ficar em cima do muro e não ser feliz”. Relacionamentos desgastados proporcionam sexo e estabilidade, mas não trazem emoção, satisfação real e aquela vontade diária de seguir em frente. Então deixem de ser acomodados, levantem a bunda da cadeira e sigam a dica dessa mesma sábia leitora: “pessoas felizes são aquelas que se permitem novas escolhas, novos ares, novos sentimentos; que ainda transpiram a excitação do que é novo e apaixonante”.