quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não confunda “querer aprofundar a intimidade” com “apenas satisfazer a necessidade”!

O roteiro não é nada original e, mesmo sabendo disso, alguns não cansam de segui-lo. Nem teriam motivo para agir diferente, já que qualquer esforço para atingir seu alvo não faz parte dos planos.

A história começa assim: depois de meses sem dar sinal de vida e, normalmente quando chega o inverno (lembrando que não se trata de uma regra), o mancebo nada criativo entra em contato – as formas são variadas e vão desde puxar papo no Facebook até mandar sms. Pergunta como está a possível vítima, o que tem feito ultimamente e toda aquela bobagem sem graça, que sabemos aonde vai levar. E aí surge o convite pra fazer “alguma coisa” (?), seguido de uma frase mais ou menos assim: “tenho preferido fazer algo em casa mesmo”. Tradução: só quero transar e você não vale uma ida ao motel.

Até aí tudo bem, todos têm o direito de satisfazer suas necessidades como preferirem. Não critico quem vive de acordo com a máxima que sugere “juntar a fome com a vontade de comer”. O problema é que algumas mocinhas ingênuas costumam confundir esse tipo de proposta, interpretando-a como um convite para “aprofundar a intimidade” (e nesse caso a palavra não está relacionada a sexo).

Atenção: te levar para dentro da casa dele não significa um passo a mais na relação. Não quer dizer que ele está a fim de te apresentar à família, namorar, noivar, casar e constituir família. Não perca tempo testando se os sobrenomes de vocês combinam ou como serão os convites do enlace matrimonial. Normalmente esse tipo de convite significa aquilo que já foi dito no parágrafo anterior, podendo ter um agravante: vergonha de sair de mãos dadas com você em público.

Ok; o convite é aceito, o que eu já disse se confirma e, no final de semana seguinte, o rapazinho surge feliz e acompanhado APENAS dos amigos em alguma balada lotada – deixou de preferir fazer algo em casa? Que nada... tudo continua igual! A única diferença é que naquele dia ele estava com disposição pra sair à caça, buscar coisa nova. Qual o problema nisso, se ele sabe que a presa fácil vai estar esperando uma ligação em fim de noite, caso o plano de se atracar com uma novidade dê errado? Além disso, se rolar, no próximo fim de semana ele pode voltar pra velha pantufa se estiver com preguiça de ir atrás de outra.

E assim segue a vida, baseada em um jogo de interesses que só os fortes conseguem vencer. Os fracos, coitados... a eles resta pular de uma paixão platônica à outra, em busca da última gota de auto-estima que pode ter restado.