terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Eu não preciso de um amor verdadeiro!


A maior parte das mulheres, independente da faixa etária, ainda vem ao mundo para seguir um comportamento padrão, a fim de encontrar um parceiro e constituir uma nova família. É claro que muita coisa mudou – principalmente com o aumento nos casais compostos por duas mulheres -, mas alguns comportamentos parecem ter sido eternizados. Confesso que, pra mim, é até estranho ver gente querendo casar e ter filhos hoje em dia, sabendo que os coitadinhos vão correr infinitos riscos e a qualidade de vida vai ser, a cada dia, mais limitada. Mas, acreditem, tenho muitas pessoas próximas (não somente mulheres) que sonham com a “família feliz”.
         O princípio dominante da coisa toda é dividir a vida com a pessoa amada até o fim de sua existência. O problema está na parte da “pessoa amada”, considerando que os sentimentos parecem ter um prazo cada vez mais curto de duração. Coisa típica da geração de micareteiros que compõe a sociedade atual. Mas e aí, qual o problema? Eu curto rock’n’roll e torço pela aposentadoria de Ivete Sangalo e Claudia Leitte todos os dias, mas, no fundo, tenho o mesmo espírito dos fãs dessas tristes figuras, quando o que está em pauta é a maneira como encaro meus relacionamentos.
         Sim, acredito que encontrar o amor verdadeiro é muito mais simples do que me privar de boa parte do que gosto e condicionar tudo o que sinto a uma única pessoa. Já amei e soube que o melhor não era estar sempre com ele, e também já estive durante anos com alguém que sequer consegui amar. Amar é bom, mas ser livre e não fazer planos é mais emocionante. Ser solteiro(a) e feliz com a condição então, é simplesmente impagável, pois permite escolher quando se quer estar com pessoas interessantes e quando qualquer pessoa serve. E não me venha, em pleno ano de 2013, julgar mal quem se contenta com um pedaço de carne. Se ela for bem distribuída, meu bem, tem mais é que mandar ver.
         Afinal, o mundo não acabou ainda justamente porque ainda temos muita energia pra queimar, seja amando e sendo correspondido, amando platonicamente, desprezando quem nos ama ou apenas transando. Simples assim.
Portanto, o recado pra você que quer fazer amor com fins de procriação, no desespero de encontrar a receita mais próxima de uma vida saudável e feliz, é o seguinte: ser feliz é ter auto-confiança suficiente para fazer feliz qualquer pessoa com quem venha a se relacionar, sem se preocupar com prazo de validade ou status de relacionamento em rede social.
         Mas, se você continua achando que “casar é bom, mas morrer queimado é melhor”, se apegue a outros tipos de amor: de família ou amigos, por exemplo.
Assim poderá entender os benefícios de sentir algo bom, entendendo porque as pessoas apaixonadas ficam tão bobas e, ao mesmo tempo, continuar tomando cerveja com os amigos sem ter hora pra chegar, mandando mensagens no celular de alguém que pegou por aí só porque encheu a cara – e nem aí pro que a criatura vai pensar – e até mesmo (agora vem a parte mais interessante...) sendo livre para procurar carne nova quando a sua estiver caidinha demais ou ocupada vivendo outras emoções. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Palhaço dissimulado – oi?



Ah, os homens...! O tal do sexo masculino é assunto que rende muito, sempre temos o que falar. Porque estes seres têm suas particularidades, seu jeitinho de mexer no que já estava certo desde antes do nascimento de Cristo. De queimar a cara em poucos segundos, fazer pirar até mesmo a mulher mais equilibrada do mundo. Como fazem parte de um circo que oferece espetáculos variados, hoje escolhi falar de uma espécie de artista bem manjada: a dos dissimulados.

Ao longo da vida permitimos que vários palhaços participem do nosso picadeiro, cada um mostrando sua arte. No caso dos dissimulados, um dos shows mais apresentados é o famoso Número do Desaparecimento. Não quer mais, tudo bem. Suma. O problema é que a maioria resolve voltar. Não entende que, depois de um tempinho – que normalmente costuma ser breve para as mulheres racionais –, a gente supera e joga a oferenda pro mar, de volta pra Yemanjá.

O dissimulado tem um ego do tamanho do planeta. Some e aparece quando sente vontade, achando que estaremos sempre sorridentes e de braços abertos pra aceitá-lo. Sequer cogita que, enquanto some, outros vêm e tomam seu lugar. É, a vida é assim... se você não deu assistência, certamente outro está dando – a exceção fica por parte das desesperadas que, por falta de opção, até aceitam de volta esse tipo de cafajeste, por questão de necessidade mesmo.

Onde entra a arte de dissimular? Exatamente na hora em que resolve protagonizar o “retorno triunfante” – que, na verdade, de triunfante não tem nada. O palhaço dissimulado costuma armar mil e uma presepadas e depois fingir que não entendeu o porquê das patadas que recebe, das ligações que não são atendidas, das mensagens que não são respondidas. Por que será, cara pálida?

Recentemente um palhaço dissimulado resolveu puxar papo no Facebook. Seis ou sete meses após tomar chá de sumiço, não devia ter nada melhor pra fazer e decidiu retomar o contato. Como era de se esperar, começou posando de bobo (fazendo jus à própria cara). Depois de perguntar algo do tipo “por que você parou de falar comigo?”, quando na verdade quem sumiu do mapa foi ele, me chamou pra sair. Elegante que sou, ao invés de mandá-lo à puta que o pariu, mencionei uma viagem imaginária que faria (só que não) e desbaratinei o pobre abobado.

Como não posso aconselhar as mulheres sobre como identificar esses tipinhos e sair correndo – pois essa é uma lição que ainda não aprendi –, fica aqui meu conselho a quem age como moleque: saia das fraldas, vire homem e, quem sabe nesse dia você entenda que não é porque uma mulher não te cobra satisfação ou não demonstra querer compromisso, que ela dispensa consideração e respeito. Esses são itens básicos em qualquer relação, por mais raros que sejam. Às mulheres: o importante é aprender com cada experiência e, ao invés de sofrer à toa, saber levar na esportiva. Até porque, quando chegar a hora certa... aparece outro palhaço e começa tuuuuudo de novo!