quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O tipo ideal para cada ocasião



Homens e mulheres costumam conversar com freqüência sobre seu “tipo ideal”. As loiras, altas e peitudas costumam ser unanimidade entre a torcida masculina, tanto quanto as morenas de olhos verdes, claro. Assim como a galera feminina pode até dar uns perdidos com os feinhos de vez em quando, mas obviamente prefere os morenos altos, bonitos e sensuais. Isso é histórico, um padrão da sociedade.

A verdade é que, independente de qualquer estereotipo, não existe um “tipo ideal” pra ninguém. O que existe é um “tipo ideal para cada ocasião”. Existe o perfeito/a perfeita pra namorar, pra se divertir, pra bater um papo trivial tomando cerveja no boteco, pra sair pra jantar, pra conversar sobre coisa séria, pra aconselhar, pra acompanhar em uma vida saudável, pra pegar num final de noite diante da falta de outra opção e assim sucessivamente. Bem como há aqueles que são perfeitos pra desfilar de mãos dadas e matar os outros de inveja e, por outro lado, os que a gente precisa esconder pra não passar vergonha.

É simples perceber a missão de cada ser humano em nossas vidas – não precisa se esforçar muito pra saber que quem te liga de madrugada não serve pra ocupar um grande espaço na sua vida. Como diz a minha irmã, quem te procura às 6h da manhã não serve pra sentar à sua mesa no almoço de domingo. Mesmo essa e outras coisas estando claras, os “tipos ideais” ainda causam grande confusão mental em algumas pessoas. Em certos momentos, nós mesmos não sabemos para que servimos e o que queremos. Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu perdido.

Entre os equívocos mais comuns, está aquele cometido pelo homem que considera ideal assumir compromisso somente com mulher inexperiente na cama. Sim, acreditem, isso existe! Já ouvi de amigos que, quando quiserem um “entretenimento de qualidade na horizontal”, vão procurar “alguma vagabunda”. O motivo: “quem sabe muito na cama, já deve ter transado com vários e não serve pra ser minha namorada”. E aí seguem na busca pela virgem imaculada, a quem vão levar pra jantar na casa dos pais e, depois de deixar em casa, chifrar com alguma expert. Nada machistas, não?

A verdade é que algumas pessoas até sabem quem é ou não digno de compromisso, mas sentem medo de assumir qualquer relacionamento com pessoas confiantes e seguras de si, pelo fato de não ter a mesma segurança e temer ser a parte fraca da relação. Estar com alguém repleto de qualidades e não tremer na base não é pra qualquer um. Pra terminar, outra dica importantíssima: quando alguém dispensar o joguinho e não se preocupar em se fazer de difícil pra você, não pense que é irresistível. Ao invés de se sentir a última bolacha do pacote, cogite a hipótese de que essa pessoa talvez não faça tanta questão de impressioná-lo, por achar que não vale muito mais que meras sessões de pegação ;)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Terminou? Abre o olho, que tem outra na parada!


Homens em geral são acostumados com relacionamentos falidos. Estar nesse tipo de situação dificilmente se torna algo incômodo a eles. O máximo que pode gerar são pequenas irritações. Por exemplo: não importa se sua namorada/mulher o proíbe de sair com os amigos; ele vai sair do mesmo jeito, nem que seja escondido. Assim como não muda nada fuçar o celular dele em busca de provas de traição, pois ele vai continuar pulando a cerca.

Mas o que leva estes seres do sexo masculino a permanecer em relações que os fazem insatisfeitos? Simples: a dependência. A maioria deles precisa ter uma pessoa ao lado, pra descarregar lamentações quando a porcaria do seu trabalho não vai bem ou chorar as pitangas quando alguém da sua família bate as botas, por exemplo. Sei, porque já fiz esse papel.

Um homem que estava há tempos em uma relação decadente costuma causar surpresa quando finalmente resolve colocar um ponto final. “Nossa, o que será que aconteceu pra ele terminar?” Arrumou outra, minha gente! Pode nem ser outra namorada, só um esqueminha ou alguém que lhe proporcione um “entretenimento” semanal (se é que me entendem).

Um amigo justificou que não terminou um namoro falido porque, naquele momento, estava “com preguiça de correr atrás de outra”. Segundo ele, “tinha sexo ali, sem precisar de esforço”. Quando o questionei sobre a razão de não querer se esforçar, foi direto: “ela cumpria a função social dela na cama. Se eu fosse pegar outra, teria que treinar pra deixar do jeito que eu gosto”. A idéia de ter uma transa fixa foi confirmada por outro amigo, mas vamos manter em sigilo a identidade dos dois malandrinhos, ok?

O fato é que, conforme opinou uma representante da ala feminina, “nada é mais cruel que ficar em cima do muro e não ser feliz”. Relacionamentos desgastados proporcionam sexo e estabilidade, mas não trazem emoção, satisfação real e aquela vontade diária de seguir em frente. Então deixem de ser acomodados, levantem a bunda da cadeira e sigam a dica dessa mesma sábia leitora: “pessoas felizes são aquelas que se permitem novas escolhas, novos ares, novos sentimentos; que ainda transpiram a excitação do que é novo e apaixonante”. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando é esforçado, mas pequeno...


         Sabe aquele menino lindo, tão lindo, que você vê sempre na balada, nos churrascos dos amigos em comum, na faculdade ou sei lá aonde e simplesmente morre de vontade de puxar um assunto e não tem coragem porque sente que é muita areia pro seu caminhão? Aposto que 90% das meninas vai concordar comigo se eu disser que uma das melhores coisas do mundo é romper essa barreira, criar um vínculo com o menininho, nem que seja simulando uma amizade super despretenciosa que, na verdade, sabemos que é um jeito de se aproximar pra conseguir dar aquela pegada tão sonhada.

         Você consegue puxar assunto por acaso, faz de tudo pra deixar a superficialidade de lado (mesmo morrendo de vergonha) porque sabe que ser muito tímida vai causar impressão de insegurança e, finalmente, rola um clima e a pegada.

         Ele te abraça como se fosse o cara mais protetor do mundo, gosta das mesmas piadas, dos mesmos filmes e livros, ouve atentamente a tudo o que você diz com o sorriso mais lindo do mundo e alterna beijos lentos e mais rápidos, demonstrando ser um querido e, ao mesmo tempo, deixando claro que têm tudo pra se darem bem na cama.

Passam a sair juntos, fazem coisas divertidas e tudo vai muito bem, até você resolver que chegou a hora de aprofundarem a intimidade. Quando chega lá, o “negócio” é muito, muito pequeno. E aí, minha amiga, surge aquela dúvida: devo relevar por ele ser legal, combinar comigo e me tratar muito bem ou sair fora enquanto há tempo, porque eu mereço e preciso de algo significativamente maior do que meu dedo indicador? Vale a pena manter o contato, correndo o risco de se apaixonar pelo menino do pequeno membro ou, nesse caso, é melhor começar do zero, voltando ao desapego e o sexo casual?

Confesso que ainda não aprendi o melhor a se fazer, mas devo admitir que já estive nessa situação e sei que não é nada confortável para os hormônios quando percebem que estão sendo vencidos pelo coração, que é único e deveria ser esquecido no momento em que se tira a roupa de alguém.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O triste efeito da chatice nas relações humanas


Hoje vou falar sobre um assunto que provavelmente 99,9% dos homens vão gostar e assinar embaixo: a chatice feminina. Não quero parecer traidora do movimento nem nada, mas acima de mulher, sou justa e não sou cega para não perceber o que ocorre à minha volta. Ultimamente tenho visto mulheres lindas, inteligentes e infelizes no amor. Algumas encalhadas, outras chifrudas, sem falar nas indecisas – que são tão exigentes a ponto de nem saber o que querem da vida.

Uma certa dose de exigência é necessária, claro; afinal de contas, quem acha que não merece muito normalmente não tem amor próprio. Mas quem quer demais costuma ser chata. Não gosta de nada, não aceita nada, não tolera nenhum erro do outro. E ficar encalhada acaba sendo conseqüência desse tipo de comportamento.

As traídas são as que eu considero o melhor exemplo de chata. Não obrigatoriamente uma mulher enganada por um homem tenha agido dessa forma, não vamos generalizar. Mas o fato é que boa parte delas foi pentelha e fez por merecer. Vamos a algumas atitudes comuns na vida de uma namorada/esposa corna:

- Não deixa o namorado jogar futebol com os amigos – o que eu considero um dos maiores erros, porque isso é coisa básica na vida da maioria dos homens – nem aceita que ele saia sozinho de vez em quando, pra tomar uma cerveja com os camaradas – o que considero ainda mais ridículo e típico de quem não tem amigas. Você agüentaria abrir mão da cervejinha com as amigas? De encontrá-las pra falar de coisas que não seriam adequadas para debater na frente do namorado? Isso é coisa de quem não sabe ser feliz sozinha. E aí, minha amiga, preocupe-se! Se não consegue estar bem consigo mesma, dificilmente fará bem a alguém;

 - Nunca se submete a fazer programas que ele goste, se ela também não gostar. O conceito básico de que os dois têm que ceder é 100% verdadeiro nas relações de sucesso. E não queira cobrar do outro o que você não topa fazer por ele;

- Faz sexo uma vez por mês e sempre usa a velha desculpa da dor de cabeça. Essa é de chorar, né? E nem adianta fazer de má vontade, porque a pessoa percebe. A propósito, quem não gosta disso não pode ser considerada normal – talvez seja uma mutante ou algo assim. Agora, se o problema não é o ato em si, mas sim a pessoa com quem você vai fazer, hora de repensar a vida. Quando isso não vai bem, dificilmente o restante da relação está sob controle;

- Não consegue entender que ninguém é de ninguém e que não se pode obrigar uma pessoa a estar em qualquer lugar sem que ela queira. Coisa triste e comum em mulheres com auto-estima zero. Dê liberdade, capriche e faça ELE sentir vontade de voltar. Se precisar forçar um cara a estar com você, vou te dar o mesmo conselho que o Rogério Skylab daria: entra no banheiro, fecha bem a porta, tampa o basculante e... liga o gás!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Traição, uma arte que exige jogo de cintura


Há poucos dias ouvi uma história sobre uma mulher que soube estar sendo traída pelo marido depois de ler no celular dele uma mensagem típica de quem é burro demais para se aventurar em uma traição. “Hoje não vou poder te ver porque meu filho ficou doente”. E antes que digam que “quem procura acha”, já vou adiantando que ela não mexeu no celular dele nem pensou em invadir sua privacidade. A descoberta aconteceu porque o “malandrão” teve a capacidade de enviar a mensagem por engano à mulher, ao invés da amante.

Esse tipo de acontecimento reforça minha teoria de que as pessoas devem encarar apenas o que têm estrutura para levar adiante. É fato que, para trair sem ser flagrado, é preciso ser inteligente, estar sempre atento. É claro que existem situações em que a pessoa nem faz questão de esconder, mas isso não vem ao caso agora. É preciso saber que não há a mínima condição de meter galho sem ser descoberto, se não houver cautela. A mentira tem perna curta, a culpa normalmente fica estampada na testa do traidor. Ainda assim, sendo isso tão óbvio, existe gente que é pega no pulo pelo simples fato de não estar ligada – caso do palhaço acima citado.

Não estou aqui para julgar quem trai; pelo contrário, em boa parte dos casos acredito que o corno é merecedor do chifre. Também não estou defendendo a prática, pois sou a favor do diálogo e nunca tive paciência para continuar relacionamentos que não estavam bons, quando não conseguia resolver os problemas a dois. Se não estou satisfeita, não cobro que o outro mude. Termino e vou atrás do que me parece ideal. Insistir em relação falida não é a minha praia.

Agora, se o negócio não está bom e o indivíduo resolve pular a cerca pra dar uma “aliviada”, é preciso ter a mínima habilidade. Como sempre fui desligada, nunca pude me dar o luxo de ser adepta desse tipo de comportamento. Sem falar que o trabalho de cuidar de cada detalhe para não ser descoberta me dá preguiça só de pensar. Tem que ficar de olho no celular, MSN, email, Facebook. Esconder bilhetinho (no caso dos amantes à moda antiga ahahahahahaha será que isso ainda existe?), os presentinhos. Ter uma desculpa na ponta da língua para tudo – desde a ausência em determinados eventos, quando se falta um compromisso com a oficial para estar com a outra, até a falta de disposição naqueles momentos, se é que vocês me entendem...

Até mesmo as coisas mais simples da vida, como encher a cara, se tornam atividades de alta periculosidade para o adúltero. Conheço homem que acabou expulso de casa porque foi dormir de fogo e falou o nome da amante no meio da madrugada, enquanto sonhava. É exatamente como diz aquela música das Velhas Virgens: “meu bem, eu não te traio porque dá muito trabalho; chifrar é uma coisa complicada pra c******... ficar atento a bilhetes e telefones é cansativo... precisa ficar ligado e eu não consigo”. Resumindo: se não agüenta o tranco, melhor se contentar com o que tem!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nem ogros... Nem minas!


Uma das coisas que mais me irrita é homem machista. Não porque eu me sinto parte do famoso “sexo frágil” e gosto de me fazer de coitada quando algum desses idiotas faz algum comentário ainda mais idiota do que eles sobre as limitações femininas, mas porque não tenho paciência com quem fala dos outros sem se olhar no espelho.
Eu nunca dirigi bem mesmo, gastei o dobro do valor pra fazer a habilitação porque subi na calçada quando fui estacionar e ainda xinguei a examinadora. E isso foi depois de fazer 10 aulas a mais do que o mínimo exigido pelo Detran, porque meus pais me aconselharam, ao verem o perigo que a sociedade correria assim que eu saísse pelas ruas dirigindo qualquer coisa motorizada que fosse. Mas a diferença entre mim e um homem que sai por aí correndo e posando de piloto é que, ele, se for parado numa blitz, vai ter todos os seus documentos – e o interior de seu veículo – revistados, enquanto eu, sendo simpática e inteligente, provavelmente nem serei abordada.
Mas meu objetivo aqui é alertar esses palhacinhos sobre o seguinte: nós mulheres não só estamos conquistando nosso espaço, como os senhores estão se transformando em menininhas. E isso me irrita, excessivamente, a ponto de pensar que o melhor era quando éramos, de fato, o sexo frágil. Confesso que prefiro lavar a louça do que ter um namorado que controla todos os meus passos, alternando reclamações sobre futilidades – como o fato de eu ter muitos amigos homens – e cenas de ciúmes desnecessárias.
Será que vocês, meus queridos, não conseguem entender que a gente só queria alguém pra dividir as funções consideradas até então exclusivamente femininas, pra termos tempo pra fazer mais coisa da vida? Todas nós gostamos – e precisamos – de alguém que nos faça sentir seguras, protegidas, ou sei lá como chamam isso porque eu, sinceramente, passei a cuidar da minha proteção sozinha desde que namorei um desses ‘eminhos’ aí e fiquei toda cheia de traumas até hoje.
A gente quer beber cerveja até cair e falar palavrão contando que vocês estarão lá pra carregar no colo, em caso de exagero. Mas vocês tão até fazendo as unhas, PORFA! Nós queremos sair com nossas amigas assim como vocês saem com os de vocês, pra falar daqueles corpos que tanto desejamos e que não vamos atrás simplesmente pelo fato de sabermos que são ‘muita areia pro nosso caminhãozinho’. Aí vem o namorado mandando mil mensagens e ligando...
Assim não dá pra ser feliz. Podem achar que somos exigentes, mas nos sentimos no direito de dizer que queremos – e merecemos – um homem de verdade (ou mais, no caso de quem não se satisfaz só com um): inteligente, atencioso, bonito e com pegada boa. E pra ser tudo isso não precisa ser bicha não. Vocês é que não sabem diferenciar as coisas, se comportam como ogros ou flores e acham ruim quando a gente reclama ou arruma outro.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Conheça as melhores maneiras de dar um “perdido” em alguém


Com a moda dos relacionamentos sem compromisso, a cada dia mais pessoas optam por não “fechar portas” no que diz respeito à sua rede de contatos. Como nunca se sabe o dia de amanhã, os adeptos dessa modalidade de pegação costumam manter o maior número de pretendentes na geladeira – ou em banho-maria, como for.

Esse é o tipo de comportamento que exige certa dose de paciência, tolerância e até mesmo planejamento. Realmente não é para qualquer um – eu, por exemplo, não tenho o talento necessário. Um dos principais mandamentos pra conseguir manter um “esquema” em stand by é ter sempre uma desculpa pra dar nos momentos que não estiver a fim de vê-lo. E nem precisa ser boa; pelo contrário, as esfarrapadas dão ainda mais certo. As três mais usadas por homens e mulheres são:

- “Estou trabalhando demais”. Trabalhando demais? De manhã, à tarde, à noite e de madrugada? Não sobra tempo nem pra um almocinho básico? Olha só, essa é uma das piores. Até mesmo os profissionais mais atarefados e bem sucedidos têm um tempinho, por mais curto que seja, pra dedicar à vida pessoal. Que graça teria ganhar dinheiro e não ter tempo pra gastar? As pessoas trabalham não apenas pra comprar um carro, uma casa e umas roupinhas bonitas, mas também pra sair, tomar umas cachaçadas de vez em quando, se divertir da maneira que achar mais adequada. E, certamente, não é trabalhando que se consegue diversão.  

- “Estou doente, mal consigo sair da cama”. Essa é terrível, mas as pessoas de bom coração (como eu) acabam caindo. Na mais recente ocasião que usaram essa desculpa pra me dar um perdido, cheguei ao ponto de ficar preocupada com a pessoa em questão e até mandar mensagens na maior expectativa pela sua recuperação ahahahahahahahahaha Nem preciso dizer que o mau elemento nunca se recuperou, né? Das duas uma: ou tá doente até hoje, ou então já morreu. Sendo um pouco mais realista, há uma terceira opção (a que mais faz sentido): ele simplesmente inventou uma doença pra cair fora.

- “Preciso resolver assuntos pessoais antes de me envolver”. Ahhhh, tem outro (a) na jogada. Talvez um (a) ex, talvez alguém que tenha conhecido quando já estava com você, talvez até mesmo um sonho de consumo que esteja tentando pegar há tempos e nunca lhe deu moral, mas de repente resolveu dar uma esperança. Provavelmente o (a) dono (a) dessa desculpa considera a (o) outra (o) melhor que você, por isso a (o) deixou em segundo plano. Mas se prepare para o que vem a seguir: se não der certo com a (o) outra (o), ele (a) provavelmente voltará a te procurar. Comece o aquecimento pra dar um bom pé no traseiro do palhaço, se tiver um pingo de amor próprio – devo lembrar que isso é artigo raro no mercado.

Depois de qualquer uma dessas conversinhas clichês, é natural que a pessoa se afaste gradualmente ou logo de cara. Independentemente da desculpa que se usa, uma coisa é certa: se alguém estiver a fim de você, simplesmente vai aparecer. Vai ligar, enviar mensagem no celular, chamar no Facebook, mandar um sinal de fumaça. Pode até esperar um pouco, por precaução, insegurança ou algum outro motivo, mas uma hora vai dar sinal de vida. Se não der, aceite. E esqueça. É como aquele filme meia boca com a Jennifer Aniston: Ele não está tão a fim de você!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Os diferentes tipos de abordagem masculina


Interessar-se por alguém é algo que demanda uma certa abordagem, especialmente na atualidade, devido à rapidez como as coisas acontecem. Se demorar muito, com certeza alguém leva antes. E a maneira como se aborda um alvo diz muito sobre o que se pretende depois de conquistá-lo.

O comportamento que se segue também deve ser levado em conta para evitar mal entendidos. Mesmo assim, é muito fácil cometer equívocos. Especialmente no caso do homem inteligente, gentil e educado. Este se aproxima aos poucos e, depois de garantir seu espaço, chama a mulher para sair e demonstra preocupação com seu bem estar. Vai aos lugares que ela gosta, fica atento ao copo da mesma – não permite que fique vazio por muito tempo –, elogia a aparência e o perfume dela – e às vezes até a roupa, mesmo não sendo gay –, pergunta que tipo de música ela gosta quando estão no carro – os brutos colocam logo um rap ou um sertanejo. Parece sério e disposto a se comprometer. No entanto, pode não querer mais que momentos em boa companhia e, como conhece seu potencial e não se contenta com pouco, investe no comportamento ideal para garanti-los.

O cara de pau nem perde tempo com isso. Se convidar para jantar, certamente não será em um restaurante ou qualquer outro local público. Será na casa dele, para deixar subentendido o que realmente quer. Não investe na conquista, criatividade para ele é artigo de luxo. O inverno é a melhor época para se aproximar das mulheres; usa e abusa de conversinhas extremamente clichês, do tipo: “tá frio, né? Tô procurando alguém pra me esquentar hoje à noite...” AHAHAHAHAHAHA existe coisa mais original? Se a menina já não estava na sua, saiba que a conversa vai acabar aí mesmo, cara pálida! E a coisa vai ficar pior depois dessa clara demonstração de falta de habilidade.

Os que chegam bancando o peão de obra são os mais engraçados. Mexem com todas as mulheres que passam por eles; seriam capazes de encoxar a própria mãe no tanque – os amigos cariocas que me desculpem, mas isso é extremamente comum no Rio de Janeiro. “Ô lá em casa” é a frase mais usada por eles. Queria muito saber o que se passa nessas mentes insanas...! Será que esperam que alguma mulher abordada pare no meio do percurso e diga “vem ni mim, seu lindo”?

Outro tipinho peculiar é aquele com a auto-estima tão baixa, mas tããão baixa, que quando recebe um pouco mais de atenção prefere acreditar que a mulher é “fácil” ao invés de se sentir especial. Homens com esse pensamento costumam julgar as pessoas. Adoram as burras e interesseiras, pois ao lado delas não se sentem ameaçados. Quando não conseguem pegar ninguém na balada, ligam para mulheres tão sem amor próprio quanto eles, rezando para que alguma atenda o telefone e lhes proporcione um pouco de auto-afirmação.

A verdade é que, independente do tipo de abordagem, a maioria das mulheres ainda prefere que os homens tomem a iniciativa. Apesar de ser uma prática comum, a ação inicial por parte da mulherada está longe de se tornar unanimidade. O cidadão que tem atitude e sabe chegar à moda antiga, além de demonstrar cavalheirismo, desperta o interesse de quem se dá o devido valor. Portanto, se mexam meninos! Como diria Giovani Improta [personagem de José Wilker na novela Senhora do Destino]: “o tempo ruge e a Sapucaí é grande!”

domingo, 29 de julho de 2012

Amor: o sentimento que causa cegueira a olho nu


Os padrões de beleza mais comuns dificilmente mudam de geração para geração. A loira alta de olhos azuis, magra e peituda normalmente será mais atraente que a gordinha, baixinha e com rostinho comum, pelo menos para a maioria das pessoas. Da mesma forma como o baixinho de cabelos castanhos com barriga de cerveja peluda vai passar despercebido na praia, se estiver ao lado do cara alto, sarado e de olhos verdes.

No entanto, o que sentimos pelas pessoas tem um poder imenso no sentido de fazê-las parecerem mais bonitas, atraentes e ideais. E não precisa nem ser amor; estar simplesmente a fim de alguém já basta para fazê-lo parecer mais bonito – ou, no mínimo, menos feio.

Ainda tem dúvida? Então vamos ao teste: pense em alguém com quem já teve um affair e que hoje não mexe nadinha com você – se for preciso, procure no Facebook. Dificilmente vai enxergar a mesma “beleza” que via no passado, quando tudo andava às mil maravilhas, no maior romance. É muito simples: do mesmo jeito que as alpinistas sociais enxergam os feinhos de plantão de forma diferente se souberem que eles são financeiramente bem sucedidos, as apaixonadas vêem um charme inexistente em seus medianos ou decadentes alvos.

É claro que situações como a de Jack Black e Gwyneth Paltrow no filme “O amor é cego” só acontecem no cinema. O tipo de hipnose à qual o personagem é submetido, que o faz visualizar apenas a beleza interior das mulheres e não sua aparência, não ocorre na vida real. E nem mesmo o amor mais puro e verdadeiro é capaz de fazer alguém perder completamente o discernimento.

A relação entre sentimento e a forma como visualizamos uma pessoa não é por acaso, segundo pesquisadores ingleses. Um estudo publicado no ano passado revelou que o amor e a beleza ativam regiões semelhantes do cérebro. Faz todo o sentido, afinal, quando achamos alguma coisa (ou pessoa) bela, passamos a desejá-la e isso afeta nosso julgamento. Depois dessa reflexão, a pergunta que fica no ar é a seguinte: amamos porque achamos bonito ou achamos bonito porque amamos?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O problema não é com você, é comigo!


            Com certeza absoluta a maioria aqui já usou ou ouviu essa frase como desculpa para romper um relacionamento, seja ele um namoro longo (ou nem tanto), algo bonito e aparentemente romântico que poderia vir a ser um namoro ou até mesmo aquilo que, para um, era “uma pegadinha legal de vez em quando” e, para o outro – possivelmente o que ouviu a famosa frase – já era ou estava prestes a ser um relacionamento sólido, daqueles em que se almoça com a família aos domingos, juntamente das tias que nos enchem de perguntas completamente dispensáveis e constrangedoras e, é claro, aquela criançada que corre desesperadamente pela casa gritando, sem motivo algum, somente pelo fato de terem, possivelmente, algum grau de hiperatividade.
            Certamente eu, como pessoa normal- e solteira há mais de três anos – já fui obrigada a dizer a alguém que o problema era com ele e não comigo. Até então, sinceramente, achava que era coisa de homem sem vergonha, que ilude a menininha e, quando vê que vai ter que conhecer o sogro, fala a primeira coisa que surge na cabeça para conseguir sumir dali, sem deixar rastros (o que é impossível, acredite).
            O que quero dizer aqui é muito simples: em alguns casos o problema é mesmo com a gente, e não com a coitada da pessoa que está ali, dia e noite, procurando fazer o máximo para agradar e esperando ser assumida publicamente como amor das nossas vidas. Às vezes o problema é que não estamos na mesma sintonia (mas isso deixarei pro próximo post) ou até gostamos de ficar com a criatura mas ela, infelizmente, não satisfaz a parte física do nosso ser que, acreditem, é responsável por uma parte muito maior do que muitos aqui pensam da nossa felicidade. É, minha gente, ser romântico é muito bonito, mas ser hormonal é inevitável!
            Pior mesmo é quando a gente conhece alguém que acha lindo, vai se aproximando e, quando finalmente consegue aquele contato (é, aquela pegada) tão desejado... Brocha, simplesmente brocha. O fulano que era lindo passa a ser apenas bonito e, quando chega em casa depois de sair com ele, você se olha no espelho e se vê com uma cara tão desanimada quanto deve ser a da nutricionista do André Marques. E aí fica se perguntando: de que valeu todo o esforço para impressionar e depois ficar na vontade? Nesse caso, por exemplo, posso dizer – seguramente – que a culpa não é da pessoa e, na boa, nem sua. Mas ainda assim passa a ser mais sua, no caso de termos sempre que arrumar alguém pra colocar a culpa. O que eu quero dizer é que a pessoa provavelmente tem mais vontade do que habilidade, mais ou menos como quando você prioriza os bonitinhos, evita os malandros e vai perceber, lá na frente, que era deles que precisava pra aprender a verdadeira maneira de ser feliz ‘interagindo’ com as pessoas do sexo oposto (ou do seu mesmo, sinta-se livre pra ser gay aqui, sou muito hetero mas, ainda assim, super simpatizante).
            Finalmente, concluindo o raciocínio, aproveito pra deixar uma dica à quem ainda não percebeu o  quanto uma pegada boa é fundamental: deixem um pouco de lado as pessoas            de cabelos e olhos claros e corpo escultural e valorizem, mesmo que apenas por algumas horas, aquele corpo não tão bonito, mas que tem cara de hormonal, físico, sexual. Ele pode te ensinar coisas que uma pessoa linda até faria, mas não com a mesma vontade. E se você achou vulgar a maneira como estou falando, tenho um conselho também: desista de sua vida sexual, que já não deve ser nada animada e provavelmente nunca será

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A incessante busca pelo relacionamento ideal

Não canso de ver pessoas embarcando em relacionamentos por conveniência, saindo com tipinhos inferiores ao que merecem, apenas por causa daquela velha frase que diz: “é o que tem pra hoje”. A insegurança faz com que muitas deixem de se valorizar e saiam por aí fazendo uma caridade atrás da outra, por não suportar ficar sozinhas. 

Chega uma hora que a solidão é tanta, que elas enxergam no primeiro que aparecer os requisitos que sempre valorizaram em um alvo em potencial. O feio vira bonito, o malandrão vira inteligente, o microempresário falido vira rico, o divorciado-que-acabou-de-separar-pela-terceira-vez-com-3-filhos vira desencanado... e assim sucessivamente. Não to querendo dizer que existe a pessoa perfeita, mas quando você encontra alguém próximo da perfeição – pelo menos na sua concepção – é impossível não perceber logo de cara.

Muitas de nós mulheres têm o talento de bater o olho em alguém aparentemente especial e, na mesma hora, ficar impressionadas. Ou não. O que não quer dizer que (mesmo no caso de paixão à primeira vista), se o cara for um palhaço, fizer alguma sacanagem durante o percurso ou não parecer se importar muito, não deva desencantar com a mesma velocidade. Mas o contrário não deveria acontecer; pelo menos não com as mulheres bem resolvidas. Não dá pra enfiar na cabeça, apenas por carência, que o cara é “O” CARA. Sentir-se sozinha é normal, mas se empolgar com qualquer criatura que surgir pelo caminho é sinal de falta de amor próprio.

E quem pensa que relações baseadas em carência são coisas típicas de mulherzinha está muito enganado. Há muito homem com o triste hábito de ressurgir das cinzas na vida de uma ex-peguete/namorada ou similar, simplesmente por estar a fim de “sossegar”; às vezes porque todos os amigos estão namorando. Sim, isso é patético. Nessas “investidas” o que normalmente ocorre é alguém que acaba com a cabeça repleta de adornos, mais conhecidos como “chifres”. Em outros casos, os garotinhos carentes acabam dando corda a malucas que gostam de marcar território, de diferentes e lamentáveis formas: deixando “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” e muitas carinhas felizes e beijinhos diariamente no Facebook, comentando todas as fotos do cara, aparecendo freqüentemente na casa do infeliz “por acaso” ou “só pra dar um oi”. Todas essas atitudes são meras armadilhas da vida, que nós mesmos, os seres humanos em busca de amor e auto-afirmação, colocamos em nossos caminhos.

É muito bom ter alguém. Especialmente nos dias frios, quando dá preguiça de sair à noite e ninguém quer vestir milhares de blusas pra ir à balada. Mas o gostoso é ter uma pessoa que combine com o nosso estilo. Que a gente olhe e pense: que linda! Que saiba dizer coisas engraçadas e nos faça rir. Que curta os lugares que gostamos de ir. Que tenha amigos legais, pois a convivência é inevitável. E, uma das coisas que considero mais importantes: um sorriso que dá vontade de congelar e parar no tempo. 

sábado, 14 de julho de 2012

Ser feio: uma questão de sorte


Sabe aqueles momentos de espera interminável, que acabam aproximando pessoas completamente desconhecidas por meio de alguma filosofia de boteco, quando alguém puxa assunto na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido? Pois bem, recentemente uma filosofia de padaria – nome autoexplicativo – me chamou a atenção enquanto aguardava o churrasco que havia encomendado, em um domingo qualquer sozinha em casa.

Uma mulher que também estava esperando a carne ficar pronta iniciou um assunto qualquer, que levou à seguinte conclusão: a vida das pessoas bonitas é muito mais difícil que a das feias. Na hora me perguntei: “como assim? Ser bonito é muito mais fácil, você consegue muita coisa sem precisar se esforçar”. Por exemplo: uma mulher bonita nunca vai ter que trocar um pneu furado. Em poucos minutos vai aparecer algum cara metido a conquistador barato, que vai enxergar naquela situação uma oportunidade pra se aproximar, sem nem precisar usar uma de suas cantadas de pedreiro. O mesmo ocorre quando uma pessoa bonita comete um erro: é incrível como fica mais fácil relevar seus deslizes. Já se ela fosse feia...

Voltando à tese da minha coleguinha da padaria, a justificativa apresentada por ela para explicar o sofrimento dos bonitos foi a seguinte: as pessoas favorecidas pela genética esperam muito da vida, acham que sempre vão se dar bem e conseguir o que querem, enquanto as desprovidas de beleza são acostumadas a levar tombos e se levantar rapidamente, partindo para a próxima. Afinal de contas, nunca nutrem grandes expectativas diante de um desafio. Se ganharem, ótimo; caso contrário, vida que segue. Sem traumas. Enquanto isso, as bonitas ficam amargando suas derrotas, tentando entender durante séculos como foi possível aquilo acontecer.

Uma mulher que tem consciência de estar longe de qualquer padrão de beleza acha normal ficar na seca, estar solteira por bastante tempo. A linda, por sua vez, não se conforma. Pra piorar, outras pessoas olham para ela e dizem coisas como: “não acredito que uma mulher linda como você esteja sozinha”. Pra feia ninguém fala nada; afinal, a falta de poder de atração está na cara ahahahahaha

Mais uma desvantagem dos bonitos: assim como os ricos, acabam atraindo muita gente oportunista, que se aproxima apenas pela sua aparência, sem qualquer interesse em seu conteúdo. Já os “esforçados, mas fracos de aparência” não precisam se preocupar com isso.

Quase esqueci de mencionar como os homens feios se dão melhor que os bonitos, já que boa parte das mulheres evita qualquer relacionamento sério com os que fazem o tipo “galã de novela das 9” por medo de se incomodar. Sabem que sempre vai ter um número maior de piriguetes em cima, assediando e tentando tirar uma casquinha. Se também for rico, então...!

O fato é que, como diz aquela famosa frase, “beleza não põe a mesa” – mas abre o apetite. Qualquer conquista que tem uma ajudinha da beleza precisa se consolidar de outra forma mais tarde. Bonitas ou feias, as pessoas passam a vida precisando provar suas qualidades para conseguir se firmar de alguma maneira. E ninguém consegue enganar durante a vida toda apenas com um rostinho bonito.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A modernidade merece sinceridade, não "valorização do passe"


Já perdi a conta de quantas pessoas vi dizendo e/ou escrevendo por aí coisas sobre como arrumar um relacionamento sério, como se isso fosse algo a se procurar, planejar, etc. E, dentre tantos absurdos, sempre tem aquelas famosas táticas, utilizadas afim de “valorizar o passe”. Aí eu me pergunto: se meu passe é o meu corpo (interna e externamente), valorizá-lo não deveria ser fazer o que quiser, na hora em que quiser?
            Ao mesmo tempo, todas as nossas vontades e metas perderiam completamente a graça se não fossem as diferenças de uma pessoa para a outra e, conseqüentemente, as dificuldades que surgem quando tentamos entendê-las. Mas precisa ser tudo tão complicado? Precisam vocês, meninas, se fazerem de difíceis - quando na verdade estão morrendo de vontade de ir ao motel com o cara - e vocês, meninos, sumirem quando o que queriam mesmo era convidar a pessoa pra sair de novo?
            A menina conhece o cara, fica com ele e no outro dia não consegue pensar em outra coisa. Quer mandar uma mensagem, mas prefere pensar que vai parecer carente e, depois de pirar com aquilo durante um dia inteiro, desiste. Ele gostou dela e quer repetir, mas acha que, se der sinal de vida logo no outro dia, vai alimentar a esperança de um relacionamento sério e, como os homens (já generalizando) não são os maiores adeptos dessa prática, fica na dele. Ambos perdem a chance de mais um momento feliz e em boa companhia.
            Vocês ainda acreditam que seus corpos e seus respectivos buraquinhos são templos do Senhor, que devem ser zelados como se utilizá-los como fonte de prazer fosse pecado? Aposto que, a grande maioria dos usuários das táticas mencionadas no início do texto, está mesmo preocupada é com o que os outros vão pensar. E, se me permitem aconselhar a respeito, saiam dessa vida ultrapassada de que a mulher deve esperar uma atitude do homem e demonstrem suas vontades. E daí se você vai ser “usada”? Não era isso o que você também esperava fazer com ele? Não há nada de errado nisso. Aceite o fato de que seu corpo é composto por hormônios e admita isso publicamente, sem medo de ser mal interpretada!
            E você, homem, ainda acha que toda mulher que gosta de dormir de conchinha está apaixonada? Nunca experimentou pensar que pode ser apenas uma maneira mais cômoda de dar uma aliviada no frio daquela noite de inverno? Acha mesmo que deve sumir da vida da mulher – ocupando seu tempo com qualquer outra que surgir – esperando que ela corra atrás?
Quem ainda acredita nessa história de que é preciso se ausentar pra ter a companhia valorizada só está atraindo duas coisas: fazer com que a pessoa perceba que você é substituível e, além de tudo, dar brecha pro substituto aparecer. Aqueles que sabem aproveitar a vida preocupam-se apenas em ser agradáveis, divertindo-se e demonstrando seus sentimentos, sejam eles amor ou apenas aquela vontade momentânea de estar ali, nem que seja porque bebeu demais e não tem nada melhor naquela noite. A melhor tática pra se conseguir alguém legal por perto é ser objetivo e sincero, sem cobrar aquilo o que não se pode dar em troca. E aí, meus amigos, deixem o tempo e o convívio decidirem se o que vocês ofereceram é digno - ou não - de reciprocidade. Lembrando que, se não der certo, só morre de depressão quem não tem dinheiro pra beber! 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

“Número do desaparecimento”: acontece nas melhores famílias


Desde que se tornaram comuns os relacionamentos abertos/sem compromisso/enrolados ou seja lá como pode ser definida essa modalidade de pegação, o famoso “número do desaparecimento” vem sendo cada vez mais freqüente na vida das pessoas. Traduzindo em miúdos, podemos usar um circo para representar a vida de uma mulher, levando em conta que os homens são os palhaços.  

A coisa funciona mais ou menos assim: você ta na sua, na maior alegria de viver, quando de repente surge uma criatura do sexo masculino aparentemente cheia de amor pra dar. Elogio pra cá, elogio pra lá (o que é mais comum quando você acabou de publicar no Facebook uma foto de vestido curto/decotado)... ele te convida pra sair. Às vezes você leva um tempo pra aceitar – pode variar de dias a meses. Mas um dia, talvez por falta de opção ou por simples interesse mesmo, aceita o convite. Papo vai, papo vem, rola a pegação. A partir daí, a história pode tomar vários rumos.

Suponhamos que ele tenha demonstrado curtir a pegada, mandando mensagens no celular, chamando no chat do Facebook, convidando pra sair novamente... enfim, mantendo contato diário. Que sinal estará o palhacinho passando? “Gostei, quero te ver de novo”, certo? [Eu, pelo menos, se fico com alguém e não gosto ou não pretendo repetir, não faço novo contato.] Dependendo dos próximos programas, a idéia acaba sendo reforçada. Por exemplo: levar a garota à sua roda de amigos, convidar pra ir ao cinema e pra jantar, cogitar viajar junto, ser gentil demais, fazer muitos elogios... esses todos são sinais de que você pode até ser palhaço, mas está bem intencionado. Corrijam-me se eu estiver errada, por favor. Imagino eu que um homem que só quer sexo ou pretende pegar todas as mulheres do planeta ao mesmo tempo não vai ter esse tipo de atitude, provavelmente ele até consideraria isso um tipo de “queimação de filme”.

Voltando ao cenário anterior: as saídas são freqüentes, os dois parecem estar curtindo. De repente, sem mais nem menos, o palhacinho some. Estranho, será que ele morreu? Não, uma hora você percebe que ele não morreu. Publica mil coisas (inclusive fotos) no Facebook, faz check-in em vários lugares. Você percebe que ele está ótimo, por aí, curtindo a vida. Que bom, nada mais justo; solteiros são solteiros. Mas a pergunta fica ali, martelando na sua cabeça: o que foi que aconteceu? O que eu fiz de errado? Será que falaram mal de mim e ele é um bundão sem personalidade?

Você que está lendo esse texto deve pensar: “PQP mina, ninguém é obrigado a continuar saindo com uma mulher só porque saiu algumas vezes e mandou umas mensagens diárias naquele período”. Claro que não! Todo mundo tem direito de enjoar, de achar que a pessoa perdeu o encanto... de simplesmente não ver mais razão alguma pra estar com ela. Além disso, pode surgir alguém mais interessante. Você também pode pensar: “o cara devia estar querendo apenas sexo, deve ter conseguido o que queria e aí sumiu do mapa... normal”. Pois é aí que você se engana! O “número do desaparecimento” acontece até mesmo antes de duas pessoas “chegarem às vias de fato”.

Resumo da ópera: não ser de ninguém tem inúmeros lados positivos. Os principais são: não precisar dar satisfação a ninguém, ter o direito de mudar de idéia sem precisar se explicar, pegar uma num dia e outra no outro, deixar de sair junto sem se incomodar com os assuntos burocráticos que um namoro envolve, entre outros. Mas se você “ta na pista pra negócio” e não quer se apegar a ninguém, que tal mandar os sinais certos? Ninguém é obrigada a ter bola de cristal. Essa história de estar na maior babação de ovo, tratando tipo namoradinha e incluindo a pobre coitada em todos os programas, como se fossem um verdadeiro casal, não combina com as intenções que acabo de citar, né? Quem não quer nada sério marca encontros casuais, do tipo “tô passando na sua casa e é óbvio que nós dois sabemos que vamos direto pro motel”. Ou então marca de se encontrar na balada – cada um com o seu carro, claro.

Mais uma dica: mulher esperta odeia ser vista em público com qualquer homem – e acredito que homem esperto também compartilha desse pensamento. Se é só sacanagem, curtição; se não há intenção de nenhum dos dois partir pra algo mais sério ou apenas fixo, pra que essa exposição desnecessária? Melhor pegar in off, não? Pra terminar: trate as pessoas como gostaria de ser tratado, assim evitam-se mal entendidos dos dois lados e todos podem ser felizes para sempre :)


*P.S.: Antes que a carapuça sirva a quem quer que seja, gostaria de deixar claro que, apesar de já ter sido vítima do “número do desaparecimento”, esse blog não é autobiográfico. Vamos tratar, desde já, de assuntos de interesse de quaisquer pessoas, sejam elas quem forem. Quando eu quiser escrever somente sobre coisas que aconteceram comigo, vou comprar um diário com folhinhas perfumadas e cadeado, daqueles super populares entre as menininhas da década de 90.