Em pleno século XXI, após muitos
sutiãs queimados, empresas vendendo pacotes de turismo na lua, o Brasil prestes
a sediar sua segunda Copa do Mundo... até o Corinthians conseguiu o que parecia
impossível: ganhar uma Libertadores! Tanta coisa aconteceu, mas sexo continua
sendo um tabu na vida de muitas mulheres.
A pergunta que não quer calar:
quando é permitido liberar geral sem ferir o Estatuto dos Bons Costumes? Nos
últimos dias ouvi várias conversas referentes a esse assunto e, quando consultada
minha opinião, fui sincera: depende de quais são seus planos para o futuro, né
meu bem! Se quiser falar de amor, fale com o Marcinho. Agora, se não estiver à
procura de um relacionamento sério, sinta-se à vontade para fazer o que estiver
a fim, sem pensar muito a respeito ou se martirizar depois de consumado o ato.
Uma vez um amigo me disse que o
ideal era rolar sexo no quinto encontro, pois assim a menina mostra que não é
fácil. No entanto, se esperar mais que isso, é grande a possibilidade de o cara
desistir e ir atrás de outra para “aliviar o stress”. Afinal, como diria uma
pessoa com quem tenho grande convivência – que não é muito apegada à finesse, diga-se
de passagem – “se você não dá, alguém vai ter que fazer o serviço”.
O fato é que o mais importante
não é o tempo, mas sim o que está rolando na pegação como um todo. Enquanto
algumas pessoas nos fazem sentir faíscas logo no início, outras não conseguem
nos despertar mais que tédio e vontade de fugir. E não existe nada pior que insistir
em alguém cuja companhia é tão emocionante que te faz preferir passar uma noite
de sábado sozinha, lixando a unha do pé na frente da televisão, ligada no Zorra
Total.
O conselho que fica: fuja dos
homens mornos! Saia correndo enquanto é tempo. A menos que pretenda levar uma
vida sem a menor adrenalina, em um relacionamento sustentado pela conveniência
e pelo medo de ficar sozinha. Seguindo uma triste rotina que inclui sacrificantes
visitas à sogra, tardes de domingo buscando cerveja para um marido barrigudo e
inútil e momentos de “lazer” em churrascos onde as mulheres ficam de um lado e
os homens do outro, reclamando uns dos outros – não preciso nem dizer que os
participantes do evento também são casais acomodados em relacionamentos falidos.
Assim, as segundas-feiras terão sempre cara de ressaca. Ressaca por passar a
vida embriagada de amargura e medo de correr atrás da felicidade.
