Sabe aquele menino lindo, tão lindo, que
você vê sempre na balada, nos churrascos dos amigos em comum, na faculdade ou
sei lá aonde e simplesmente morre de vontade de puxar um assunto e não tem
coragem porque sente que é muita areia pro seu caminhão? Aposto que 90% das
meninas vai concordar comigo se eu disser que uma das melhores coisas do mundo
é romper essa barreira, criar um vínculo com o menininho, nem que seja
simulando uma amizade super despretenciosa que, na verdade, sabemos que é um
jeito de se aproximar pra conseguir dar aquela pegada tão sonhada.
Você
consegue puxar assunto por acaso, faz de tudo pra deixar a superficialidade de
lado (mesmo morrendo de vergonha) porque sabe que ser muito tímida vai causar
impressão de insegurança e, finalmente, rola um clima e a pegada.
Ele
te abraça como se fosse o cara mais protetor do mundo, gosta das mesmas piadas,
dos mesmos filmes e livros, ouve atentamente a tudo o que você diz com o
sorriso mais lindo do mundo e alterna beijos lentos e mais rápidos, demonstrando
ser um querido e, ao mesmo tempo, deixando claro que têm tudo pra se darem bem
na cama.
Passam a sair
juntos, fazem coisas divertidas e tudo vai muito bem, até você resolver que
chegou a hora de aprofundarem a intimidade. Quando chega lá, o “negócio” é
muito, muito pequeno. E aí, minha amiga, surge aquela dúvida: devo relevar por
ele ser legal, combinar comigo e me tratar muito bem ou sair fora enquanto há
tempo, porque eu mereço e preciso de algo significativamente maior do que meu
dedo indicador? Vale a pena manter o contato, correndo o risco de se apaixonar
pelo menino do pequeno membro ou, nesse caso, é melhor começar do zero,
voltando ao desapego e o sexo casual?
Confesso que
ainda não aprendi o melhor a se fazer, mas devo admitir que já estive nessa
situação e sei que não é nada confortável para os hormônios quando percebem que
estão sendo vencidos pelo coração, que é único e deveria ser esquecido no
momento em que se tira a roupa de alguém.


