terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando é esforçado, mas pequeno...


         Sabe aquele menino lindo, tão lindo, que você vê sempre na balada, nos churrascos dos amigos em comum, na faculdade ou sei lá aonde e simplesmente morre de vontade de puxar um assunto e não tem coragem porque sente que é muita areia pro seu caminhão? Aposto que 90% das meninas vai concordar comigo se eu disser que uma das melhores coisas do mundo é romper essa barreira, criar um vínculo com o menininho, nem que seja simulando uma amizade super despretenciosa que, na verdade, sabemos que é um jeito de se aproximar pra conseguir dar aquela pegada tão sonhada.

         Você consegue puxar assunto por acaso, faz de tudo pra deixar a superficialidade de lado (mesmo morrendo de vergonha) porque sabe que ser muito tímida vai causar impressão de insegurança e, finalmente, rola um clima e a pegada.

         Ele te abraça como se fosse o cara mais protetor do mundo, gosta das mesmas piadas, dos mesmos filmes e livros, ouve atentamente a tudo o que você diz com o sorriso mais lindo do mundo e alterna beijos lentos e mais rápidos, demonstrando ser um querido e, ao mesmo tempo, deixando claro que têm tudo pra se darem bem na cama.

Passam a sair juntos, fazem coisas divertidas e tudo vai muito bem, até você resolver que chegou a hora de aprofundarem a intimidade. Quando chega lá, o “negócio” é muito, muito pequeno. E aí, minha amiga, surge aquela dúvida: devo relevar por ele ser legal, combinar comigo e me tratar muito bem ou sair fora enquanto há tempo, porque eu mereço e preciso de algo significativamente maior do que meu dedo indicador? Vale a pena manter o contato, correndo o risco de se apaixonar pelo menino do pequeno membro ou, nesse caso, é melhor começar do zero, voltando ao desapego e o sexo casual?

Confesso que ainda não aprendi o melhor a se fazer, mas devo admitir que já estive nessa situação e sei que não é nada confortável para os hormônios quando percebem que estão sendo vencidos pelo coração, que é único e deveria ser esquecido no momento em que se tira a roupa de alguém.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O triste efeito da chatice nas relações humanas


Hoje vou falar sobre um assunto que provavelmente 99,9% dos homens vão gostar e assinar embaixo: a chatice feminina. Não quero parecer traidora do movimento nem nada, mas acima de mulher, sou justa e não sou cega para não perceber o que ocorre à minha volta. Ultimamente tenho visto mulheres lindas, inteligentes e infelizes no amor. Algumas encalhadas, outras chifrudas, sem falar nas indecisas – que são tão exigentes a ponto de nem saber o que querem da vida.

Uma certa dose de exigência é necessária, claro; afinal de contas, quem acha que não merece muito normalmente não tem amor próprio. Mas quem quer demais costuma ser chata. Não gosta de nada, não aceita nada, não tolera nenhum erro do outro. E ficar encalhada acaba sendo conseqüência desse tipo de comportamento.

As traídas são as que eu considero o melhor exemplo de chata. Não obrigatoriamente uma mulher enganada por um homem tenha agido dessa forma, não vamos generalizar. Mas o fato é que boa parte delas foi pentelha e fez por merecer. Vamos a algumas atitudes comuns na vida de uma namorada/esposa corna:

- Não deixa o namorado jogar futebol com os amigos – o que eu considero um dos maiores erros, porque isso é coisa básica na vida da maioria dos homens – nem aceita que ele saia sozinho de vez em quando, pra tomar uma cerveja com os camaradas – o que considero ainda mais ridículo e típico de quem não tem amigas. Você agüentaria abrir mão da cervejinha com as amigas? De encontrá-las pra falar de coisas que não seriam adequadas para debater na frente do namorado? Isso é coisa de quem não sabe ser feliz sozinha. E aí, minha amiga, preocupe-se! Se não consegue estar bem consigo mesma, dificilmente fará bem a alguém;

 - Nunca se submete a fazer programas que ele goste, se ela também não gostar. O conceito básico de que os dois têm que ceder é 100% verdadeiro nas relações de sucesso. E não queira cobrar do outro o que você não topa fazer por ele;

- Faz sexo uma vez por mês e sempre usa a velha desculpa da dor de cabeça. Essa é de chorar, né? E nem adianta fazer de má vontade, porque a pessoa percebe. A propósito, quem não gosta disso não pode ser considerada normal – talvez seja uma mutante ou algo assim. Agora, se o problema não é o ato em si, mas sim a pessoa com quem você vai fazer, hora de repensar a vida. Quando isso não vai bem, dificilmente o restante da relação está sob controle;

- Não consegue entender que ninguém é de ninguém e que não se pode obrigar uma pessoa a estar em qualquer lugar sem que ela queira. Coisa triste e comum em mulheres com auto-estima zero. Dê liberdade, capriche e faça ELE sentir vontade de voltar. Se precisar forçar um cara a estar com você, vou te dar o mesmo conselho que o Rogério Skylab daria: entra no banheiro, fecha bem a porta, tampa o basculante e... liga o gás!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Traição, uma arte que exige jogo de cintura


Há poucos dias ouvi uma história sobre uma mulher que soube estar sendo traída pelo marido depois de ler no celular dele uma mensagem típica de quem é burro demais para se aventurar em uma traição. “Hoje não vou poder te ver porque meu filho ficou doente”. E antes que digam que “quem procura acha”, já vou adiantando que ela não mexeu no celular dele nem pensou em invadir sua privacidade. A descoberta aconteceu porque o “malandrão” teve a capacidade de enviar a mensagem por engano à mulher, ao invés da amante.

Esse tipo de acontecimento reforça minha teoria de que as pessoas devem encarar apenas o que têm estrutura para levar adiante. É fato que, para trair sem ser flagrado, é preciso ser inteligente, estar sempre atento. É claro que existem situações em que a pessoa nem faz questão de esconder, mas isso não vem ao caso agora. É preciso saber que não há a mínima condição de meter galho sem ser descoberto, se não houver cautela. A mentira tem perna curta, a culpa normalmente fica estampada na testa do traidor. Ainda assim, sendo isso tão óbvio, existe gente que é pega no pulo pelo simples fato de não estar ligada – caso do palhaço acima citado.

Não estou aqui para julgar quem trai; pelo contrário, em boa parte dos casos acredito que o corno é merecedor do chifre. Também não estou defendendo a prática, pois sou a favor do diálogo e nunca tive paciência para continuar relacionamentos que não estavam bons, quando não conseguia resolver os problemas a dois. Se não estou satisfeita, não cobro que o outro mude. Termino e vou atrás do que me parece ideal. Insistir em relação falida não é a minha praia.

Agora, se o negócio não está bom e o indivíduo resolve pular a cerca pra dar uma “aliviada”, é preciso ter a mínima habilidade. Como sempre fui desligada, nunca pude me dar o luxo de ser adepta desse tipo de comportamento. Sem falar que o trabalho de cuidar de cada detalhe para não ser descoberta me dá preguiça só de pensar. Tem que ficar de olho no celular, MSN, email, Facebook. Esconder bilhetinho (no caso dos amantes à moda antiga ahahahahahaha será que isso ainda existe?), os presentinhos. Ter uma desculpa na ponta da língua para tudo – desde a ausência em determinados eventos, quando se falta um compromisso com a oficial para estar com a outra, até a falta de disposição naqueles momentos, se é que vocês me entendem...

Até mesmo as coisas mais simples da vida, como encher a cara, se tornam atividades de alta periculosidade para o adúltero. Conheço homem que acabou expulso de casa porque foi dormir de fogo e falou o nome da amante no meio da madrugada, enquanto sonhava. É exatamente como diz aquela música das Velhas Virgens: “meu bem, eu não te traio porque dá muito trabalho; chifrar é uma coisa complicada pra c******... ficar atento a bilhetes e telefones é cansativo... precisa ficar ligado e eu não consigo”. Resumindo: se não agüenta o tranco, melhor se contentar com o que tem!