domingo, 29 de julho de 2012

Amor: o sentimento que causa cegueira a olho nu


Os padrões de beleza mais comuns dificilmente mudam de geração para geração. A loira alta de olhos azuis, magra e peituda normalmente será mais atraente que a gordinha, baixinha e com rostinho comum, pelo menos para a maioria das pessoas. Da mesma forma como o baixinho de cabelos castanhos com barriga de cerveja peluda vai passar despercebido na praia, se estiver ao lado do cara alto, sarado e de olhos verdes.

No entanto, o que sentimos pelas pessoas tem um poder imenso no sentido de fazê-las parecerem mais bonitas, atraentes e ideais. E não precisa nem ser amor; estar simplesmente a fim de alguém já basta para fazê-lo parecer mais bonito – ou, no mínimo, menos feio.

Ainda tem dúvida? Então vamos ao teste: pense em alguém com quem já teve um affair e que hoje não mexe nadinha com você – se for preciso, procure no Facebook. Dificilmente vai enxergar a mesma “beleza” que via no passado, quando tudo andava às mil maravilhas, no maior romance. É muito simples: do mesmo jeito que as alpinistas sociais enxergam os feinhos de plantão de forma diferente se souberem que eles são financeiramente bem sucedidos, as apaixonadas vêem um charme inexistente em seus medianos ou decadentes alvos.

É claro que situações como a de Jack Black e Gwyneth Paltrow no filme “O amor é cego” só acontecem no cinema. O tipo de hipnose à qual o personagem é submetido, que o faz visualizar apenas a beleza interior das mulheres e não sua aparência, não ocorre na vida real. E nem mesmo o amor mais puro e verdadeiro é capaz de fazer alguém perder completamente o discernimento.

A relação entre sentimento e a forma como visualizamos uma pessoa não é por acaso, segundo pesquisadores ingleses. Um estudo publicado no ano passado revelou que o amor e a beleza ativam regiões semelhantes do cérebro. Faz todo o sentido, afinal, quando achamos alguma coisa (ou pessoa) bela, passamos a desejá-la e isso afeta nosso julgamento. Depois dessa reflexão, a pergunta que fica no ar é a seguinte: amamos porque achamos bonito ou achamos bonito porque amamos?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O problema não é com você, é comigo!


            Com certeza absoluta a maioria aqui já usou ou ouviu essa frase como desculpa para romper um relacionamento, seja ele um namoro longo (ou nem tanto), algo bonito e aparentemente romântico que poderia vir a ser um namoro ou até mesmo aquilo que, para um, era “uma pegadinha legal de vez em quando” e, para o outro – possivelmente o que ouviu a famosa frase – já era ou estava prestes a ser um relacionamento sólido, daqueles em que se almoça com a família aos domingos, juntamente das tias que nos enchem de perguntas completamente dispensáveis e constrangedoras e, é claro, aquela criançada que corre desesperadamente pela casa gritando, sem motivo algum, somente pelo fato de terem, possivelmente, algum grau de hiperatividade.
            Certamente eu, como pessoa normal- e solteira há mais de três anos – já fui obrigada a dizer a alguém que o problema era com ele e não comigo. Até então, sinceramente, achava que era coisa de homem sem vergonha, que ilude a menininha e, quando vê que vai ter que conhecer o sogro, fala a primeira coisa que surge na cabeça para conseguir sumir dali, sem deixar rastros (o que é impossível, acredite).
            O que quero dizer aqui é muito simples: em alguns casos o problema é mesmo com a gente, e não com a coitada da pessoa que está ali, dia e noite, procurando fazer o máximo para agradar e esperando ser assumida publicamente como amor das nossas vidas. Às vezes o problema é que não estamos na mesma sintonia (mas isso deixarei pro próximo post) ou até gostamos de ficar com a criatura mas ela, infelizmente, não satisfaz a parte física do nosso ser que, acreditem, é responsável por uma parte muito maior do que muitos aqui pensam da nossa felicidade. É, minha gente, ser romântico é muito bonito, mas ser hormonal é inevitável!
            Pior mesmo é quando a gente conhece alguém que acha lindo, vai se aproximando e, quando finalmente consegue aquele contato (é, aquela pegada) tão desejado... Brocha, simplesmente brocha. O fulano que era lindo passa a ser apenas bonito e, quando chega em casa depois de sair com ele, você se olha no espelho e se vê com uma cara tão desanimada quanto deve ser a da nutricionista do André Marques. E aí fica se perguntando: de que valeu todo o esforço para impressionar e depois ficar na vontade? Nesse caso, por exemplo, posso dizer – seguramente – que a culpa não é da pessoa e, na boa, nem sua. Mas ainda assim passa a ser mais sua, no caso de termos sempre que arrumar alguém pra colocar a culpa. O que eu quero dizer é que a pessoa provavelmente tem mais vontade do que habilidade, mais ou menos como quando você prioriza os bonitinhos, evita os malandros e vai perceber, lá na frente, que era deles que precisava pra aprender a verdadeira maneira de ser feliz ‘interagindo’ com as pessoas do sexo oposto (ou do seu mesmo, sinta-se livre pra ser gay aqui, sou muito hetero mas, ainda assim, super simpatizante).
            Finalmente, concluindo o raciocínio, aproveito pra deixar uma dica à quem ainda não percebeu o  quanto uma pegada boa é fundamental: deixem um pouco de lado as pessoas            de cabelos e olhos claros e corpo escultural e valorizem, mesmo que apenas por algumas horas, aquele corpo não tão bonito, mas que tem cara de hormonal, físico, sexual. Ele pode te ensinar coisas que uma pessoa linda até faria, mas não com a mesma vontade. E se você achou vulgar a maneira como estou falando, tenho um conselho também: desista de sua vida sexual, que já não deve ser nada animada e provavelmente nunca será

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A incessante busca pelo relacionamento ideal

Não canso de ver pessoas embarcando em relacionamentos por conveniência, saindo com tipinhos inferiores ao que merecem, apenas por causa daquela velha frase que diz: “é o que tem pra hoje”. A insegurança faz com que muitas deixem de se valorizar e saiam por aí fazendo uma caridade atrás da outra, por não suportar ficar sozinhas. 

Chega uma hora que a solidão é tanta, que elas enxergam no primeiro que aparecer os requisitos que sempre valorizaram em um alvo em potencial. O feio vira bonito, o malandrão vira inteligente, o microempresário falido vira rico, o divorciado-que-acabou-de-separar-pela-terceira-vez-com-3-filhos vira desencanado... e assim sucessivamente. Não to querendo dizer que existe a pessoa perfeita, mas quando você encontra alguém próximo da perfeição – pelo menos na sua concepção – é impossível não perceber logo de cara.

Muitas de nós mulheres têm o talento de bater o olho em alguém aparentemente especial e, na mesma hora, ficar impressionadas. Ou não. O que não quer dizer que (mesmo no caso de paixão à primeira vista), se o cara for um palhaço, fizer alguma sacanagem durante o percurso ou não parecer se importar muito, não deva desencantar com a mesma velocidade. Mas o contrário não deveria acontecer; pelo menos não com as mulheres bem resolvidas. Não dá pra enfiar na cabeça, apenas por carência, que o cara é “O” CARA. Sentir-se sozinha é normal, mas se empolgar com qualquer criatura que surgir pelo caminho é sinal de falta de amor próprio.

E quem pensa que relações baseadas em carência são coisas típicas de mulherzinha está muito enganado. Há muito homem com o triste hábito de ressurgir das cinzas na vida de uma ex-peguete/namorada ou similar, simplesmente por estar a fim de “sossegar”; às vezes porque todos os amigos estão namorando. Sim, isso é patético. Nessas “investidas” o que normalmente ocorre é alguém que acaba com a cabeça repleta de adornos, mais conhecidos como “chifres”. Em outros casos, os garotinhos carentes acabam dando corda a malucas que gostam de marcar território, de diferentes e lamentáveis formas: deixando “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” e muitas carinhas felizes e beijinhos diariamente no Facebook, comentando todas as fotos do cara, aparecendo freqüentemente na casa do infeliz “por acaso” ou “só pra dar um oi”. Todas essas atitudes são meras armadilhas da vida, que nós mesmos, os seres humanos em busca de amor e auto-afirmação, colocamos em nossos caminhos.

É muito bom ter alguém. Especialmente nos dias frios, quando dá preguiça de sair à noite e ninguém quer vestir milhares de blusas pra ir à balada. Mas o gostoso é ter uma pessoa que combine com o nosso estilo. Que a gente olhe e pense: que linda! Que saiba dizer coisas engraçadas e nos faça rir. Que curta os lugares que gostamos de ir. Que tenha amigos legais, pois a convivência é inevitável. E, uma das coisas que considero mais importantes: um sorriso que dá vontade de congelar e parar no tempo. 

sábado, 14 de julho de 2012

Ser feio: uma questão de sorte


Sabe aqueles momentos de espera interminável, que acabam aproximando pessoas completamente desconhecidas por meio de alguma filosofia de boteco, quando alguém puxa assunto na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido? Pois bem, recentemente uma filosofia de padaria – nome autoexplicativo – me chamou a atenção enquanto aguardava o churrasco que havia encomendado, em um domingo qualquer sozinha em casa.

Uma mulher que também estava esperando a carne ficar pronta iniciou um assunto qualquer, que levou à seguinte conclusão: a vida das pessoas bonitas é muito mais difícil que a das feias. Na hora me perguntei: “como assim? Ser bonito é muito mais fácil, você consegue muita coisa sem precisar se esforçar”. Por exemplo: uma mulher bonita nunca vai ter que trocar um pneu furado. Em poucos minutos vai aparecer algum cara metido a conquistador barato, que vai enxergar naquela situação uma oportunidade pra se aproximar, sem nem precisar usar uma de suas cantadas de pedreiro. O mesmo ocorre quando uma pessoa bonita comete um erro: é incrível como fica mais fácil relevar seus deslizes. Já se ela fosse feia...

Voltando à tese da minha coleguinha da padaria, a justificativa apresentada por ela para explicar o sofrimento dos bonitos foi a seguinte: as pessoas favorecidas pela genética esperam muito da vida, acham que sempre vão se dar bem e conseguir o que querem, enquanto as desprovidas de beleza são acostumadas a levar tombos e se levantar rapidamente, partindo para a próxima. Afinal de contas, nunca nutrem grandes expectativas diante de um desafio. Se ganharem, ótimo; caso contrário, vida que segue. Sem traumas. Enquanto isso, as bonitas ficam amargando suas derrotas, tentando entender durante séculos como foi possível aquilo acontecer.

Uma mulher que tem consciência de estar longe de qualquer padrão de beleza acha normal ficar na seca, estar solteira por bastante tempo. A linda, por sua vez, não se conforma. Pra piorar, outras pessoas olham para ela e dizem coisas como: “não acredito que uma mulher linda como você esteja sozinha”. Pra feia ninguém fala nada; afinal, a falta de poder de atração está na cara ahahahahaha

Mais uma desvantagem dos bonitos: assim como os ricos, acabam atraindo muita gente oportunista, que se aproxima apenas pela sua aparência, sem qualquer interesse em seu conteúdo. Já os “esforçados, mas fracos de aparência” não precisam se preocupar com isso.

Quase esqueci de mencionar como os homens feios se dão melhor que os bonitos, já que boa parte das mulheres evita qualquer relacionamento sério com os que fazem o tipo “galã de novela das 9” por medo de se incomodar. Sabem que sempre vai ter um número maior de piriguetes em cima, assediando e tentando tirar uma casquinha. Se também for rico, então...!

O fato é que, como diz aquela famosa frase, “beleza não põe a mesa” – mas abre o apetite. Qualquer conquista que tem uma ajudinha da beleza precisa se consolidar de outra forma mais tarde. Bonitas ou feias, as pessoas passam a vida precisando provar suas qualidades para conseguir se firmar de alguma maneira. E ninguém consegue enganar durante a vida toda apenas com um rostinho bonito.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A modernidade merece sinceridade, não "valorização do passe"


Já perdi a conta de quantas pessoas vi dizendo e/ou escrevendo por aí coisas sobre como arrumar um relacionamento sério, como se isso fosse algo a se procurar, planejar, etc. E, dentre tantos absurdos, sempre tem aquelas famosas táticas, utilizadas afim de “valorizar o passe”. Aí eu me pergunto: se meu passe é o meu corpo (interna e externamente), valorizá-lo não deveria ser fazer o que quiser, na hora em que quiser?
            Ao mesmo tempo, todas as nossas vontades e metas perderiam completamente a graça se não fossem as diferenças de uma pessoa para a outra e, conseqüentemente, as dificuldades que surgem quando tentamos entendê-las. Mas precisa ser tudo tão complicado? Precisam vocês, meninas, se fazerem de difíceis - quando na verdade estão morrendo de vontade de ir ao motel com o cara - e vocês, meninos, sumirem quando o que queriam mesmo era convidar a pessoa pra sair de novo?
            A menina conhece o cara, fica com ele e no outro dia não consegue pensar em outra coisa. Quer mandar uma mensagem, mas prefere pensar que vai parecer carente e, depois de pirar com aquilo durante um dia inteiro, desiste. Ele gostou dela e quer repetir, mas acha que, se der sinal de vida logo no outro dia, vai alimentar a esperança de um relacionamento sério e, como os homens (já generalizando) não são os maiores adeptos dessa prática, fica na dele. Ambos perdem a chance de mais um momento feliz e em boa companhia.
            Vocês ainda acreditam que seus corpos e seus respectivos buraquinhos são templos do Senhor, que devem ser zelados como se utilizá-los como fonte de prazer fosse pecado? Aposto que, a grande maioria dos usuários das táticas mencionadas no início do texto, está mesmo preocupada é com o que os outros vão pensar. E, se me permitem aconselhar a respeito, saiam dessa vida ultrapassada de que a mulher deve esperar uma atitude do homem e demonstrem suas vontades. E daí se você vai ser “usada”? Não era isso o que você também esperava fazer com ele? Não há nada de errado nisso. Aceite o fato de que seu corpo é composto por hormônios e admita isso publicamente, sem medo de ser mal interpretada!
            E você, homem, ainda acha que toda mulher que gosta de dormir de conchinha está apaixonada? Nunca experimentou pensar que pode ser apenas uma maneira mais cômoda de dar uma aliviada no frio daquela noite de inverno? Acha mesmo que deve sumir da vida da mulher – ocupando seu tempo com qualquer outra que surgir – esperando que ela corra atrás?
Quem ainda acredita nessa história de que é preciso se ausentar pra ter a companhia valorizada só está atraindo duas coisas: fazer com que a pessoa perceba que você é substituível e, além de tudo, dar brecha pro substituto aparecer. Aqueles que sabem aproveitar a vida preocupam-se apenas em ser agradáveis, divertindo-se e demonstrando seus sentimentos, sejam eles amor ou apenas aquela vontade momentânea de estar ali, nem que seja porque bebeu demais e não tem nada melhor naquela noite. A melhor tática pra se conseguir alguém legal por perto é ser objetivo e sincero, sem cobrar aquilo o que não se pode dar em troca. E aí, meus amigos, deixem o tempo e o convívio decidirem se o que vocês ofereceram é digno - ou não - de reciprocidade. Lembrando que, se não der certo, só morre de depressão quem não tem dinheiro pra beber! 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

“Número do desaparecimento”: acontece nas melhores famílias


Desde que se tornaram comuns os relacionamentos abertos/sem compromisso/enrolados ou seja lá como pode ser definida essa modalidade de pegação, o famoso “número do desaparecimento” vem sendo cada vez mais freqüente na vida das pessoas. Traduzindo em miúdos, podemos usar um circo para representar a vida de uma mulher, levando em conta que os homens são os palhaços.  

A coisa funciona mais ou menos assim: você ta na sua, na maior alegria de viver, quando de repente surge uma criatura do sexo masculino aparentemente cheia de amor pra dar. Elogio pra cá, elogio pra lá (o que é mais comum quando você acabou de publicar no Facebook uma foto de vestido curto/decotado)... ele te convida pra sair. Às vezes você leva um tempo pra aceitar – pode variar de dias a meses. Mas um dia, talvez por falta de opção ou por simples interesse mesmo, aceita o convite. Papo vai, papo vem, rola a pegação. A partir daí, a história pode tomar vários rumos.

Suponhamos que ele tenha demonstrado curtir a pegada, mandando mensagens no celular, chamando no chat do Facebook, convidando pra sair novamente... enfim, mantendo contato diário. Que sinal estará o palhacinho passando? “Gostei, quero te ver de novo”, certo? [Eu, pelo menos, se fico com alguém e não gosto ou não pretendo repetir, não faço novo contato.] Dependendo dos próximos programas, a idéia acaba sendo reforçada. Por exemplo: levar a garota à sua roda de amigos, convidar pra ir ao cinema e pra jantar, cogitar viajar junto, ser gentil demais, fazer muitos elogios... esses todos são sinais de que você pode até ser palhaço, mas está bem intencionado. Corrijam-me se eu estiver errada, por favor. Imagino eu que um homem que só quer sexo ou pretende pegar todas as mulheres do planeta ao mesmo tempo não vai ter esse tipo de atitude, provavelmente ele até consideraria isso um tipo de “queimação de filme”.

Voltando ao cenário anterior: as saídas são freqüentes, os dois parecem estar curtindo. De repente, sem mais nem menos, o palhacinho some. Estranho, será que ele morreu? Não, uma hora você percebe que ele não morreu. Publica mil coisas (inclusive fotos) no Facebook, faz check-in em vários lugares. Você percebe que ele está ótimo, por aí, curtindo a vida. Que bom, nada mais justo; solteiros são solteiros. Mas a pergunta fica ali, martelando na sua cabeça: o que foi que aconteceu? O que eu fiz de errado? Será que falaram mal de mim e ele é um bundão sem personalidade?

Você que está lendo esse texto deve pensar: “PQP mina, ninguém é obrigado a continuar saindo com uma mulher só porque saiu algumas vezes e mandou umas mensagens diárias naquele período”. Claro que não! Todo mundo tem direito de enjoar, de achar que a pessoa perdeu o encanto... de simplesmente não ver mais razão alguma pra estar com ela. Além disso, pode surgir alguém mais interessante. Você também pode pensar: “o cara devia estar querendo apenas sexo, deve ter conseguido o que queria e aí sumiu do mapa... normal”. Pois é aí que você se engana! O “número do desaparecimento” acontece até mesmo antes de duas pessoas “chegarem às vias de fato”.

Resumo da ópera: não ser de ninguém tem inúmeros lados positivos. Os principais são: não precisar dar satisfação a ninguém, ter o direito de mudar de idéia sem precisar se explicar, pegar uma num dia e outra no outro, deixar de sair junto sem se incomodar com os assuntos burocráticos que um namoro envolve, entre outros. Mas se você “ta na pista pra negócio” e não quer se apegar a ninguém, que tal mandar os sinais certos? Ninguém é obrigada a ter bola de cristal. Essa história de estar na maior babação de ovo, tratando tipo namoradinha e incluindo a pobre coitada em todos os programas, como se fossem um verdadeiro casal, não combina com as intenções que acabo de citar, né? Quem não quer nada sério marca encontros casuais, do tipo “tô passando na sua casa e é óbvio que nós dois sabemos que vamos direto pro motel”. Ou então marca de se encontrar na balada – cada um com o seu carro, claro.

Mais uma dica: mulher esperta odeia ser vista em público com qualquer homem – e acredito que homem esperto também compartilha desse pensamento. Se é só sacanagem, curtição; se não há intenção de nenhum dos dois partir pra algo mais sério ou apenas fixo, pra que essa exposição desnecessária? Melhor pegar in off, não? Pra terminar: trate as pessoas como gostaria de ser tratado, assim evitam-se mal entendidos dos dois lados e todos podem ser felizes para sempre :)


*P.S.: Antes que a carapuça sirva a quem quer que seja, gostaria de deixar claro que, apesar de já ter sido vítima do “número do desaparecimento”, esse blog não é autobiográfico. Vamos tratar, desde já, de assuntos de interesse de quaisquer pessoas, sejam elas quem forem. Quando eu quiser escrever somente sobre coisas que aconteceram comigo, vou comprar um diário com folhinhas perfumadas e cadeado, daqueles super populares entre as menininhas da década de 90.