segunda-feira, 23 de julho de 2012

A incessante busca pelo relacionamento ideal

Não canso de ver pessoas embarcando em relacionamentos por conveniência, saindo com tipinhos inferiores ao que merecem, apenas por causa daquela velha frase que diz: “é o que tem pra hoje”. A insegurança faz com que muitas deixem de se valorizar e saiam por aí fazendo uma caridade atrás da outra, por não suportar ficar sozinhas. 

Chega uma hora que a solidão é tanta, que elas enxergam no primeiro que aparecer os requisitos que sempre valorizaram em um alvo em potencial. O feio vira bonito, o malandrão vira inteligente, o microempresário falido vira rico, o divorciado-que-acabou-de-separar-pela-terceira-vez-com-3-filhos vira desencanado... e assim sucessivamente. Não to querendo dizer que existe a pessoa perfeita, mas quando você encontra alguém próximo da perfeição – pelo menos na sua concepção – é impossível não perceber logo de cara.

Muitas de nós mulheres têm o talento de bater o olho em alguém aparentemente especial e, na mesma hora, ficar impressionadas. Ou não. O que não quer dizer que (mesmo no caso de paixão à primeira vista), se o cara for um palhaço, fizer alguma sacanagem durante o percurso ou não parecer se importar muito, não deva desencantar com a mesma velocidade. Mas o contrário não deveria acontecer; pelo menos não com as mulheres bem resolvidas. Não dá pra enfiar na cabeça, apenas por carência, que o cara é “O” CARA. Sentir-se sozinha é normal, mas se empolgar com qualquer criatura que surgir pelo caminho é sinal de falta de amor próprio.

E quem pensa que relações baseadas em carência são coisas típicas de mulherzinha está muito enganado. Há muito homem com o triste hábito de ressurgir das cinzas na vida de uma ex-peguete/namorada ou similar, simplesmente por estar a fim de “sossegar”; às vezes porque todos os amigos estão namorando. Sim, isso é patético. Nessas “investidas” o que normalmente ocorre é alguém que acaba com a cabeça repleta de adornos, mais conhecidos como “chifres”. Em outros casos, os garotinhos carentes acabam dando corda a malucas que gostam de marcar território, de diferentes e lamentáveis formas: deixando “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” e muitas carinhas felizes e beijinhos diariamente no Facebook, comentando todas as fotos do cara, aparecendo freqüentemente na casa do infeliz “por acaso” ou “só pra dar um oi”. Todas essas atitudes são meras armadilhas da vida, que nós mesmos, os seres humanos em busca de amor e auto-afirmação, colocamos em nossos caminhos.

É muito bom ter alguém. Especialmente nos dias frios, quando dá preguiça de sair à noite e ninguém quer vestir milhares de blusas pra ir à balada. Mas o gostoso é ter uma pessoa que combine com o nosso estilo. Que a gente olhe e pense: que linda! Que saiba dizer coisas engraçadas e nos faça rir. Que curta os lugares que gostamos de ir. Que tenha amigos legais, pois a convivência é inevitável. E, uma das coisas que considero mais importantes: um sorriso que dá vontade de congelar e parar no tempo. 

6 comentários:

  1. Douglas, querido... todos nós já passamos por isso ahahahaha

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  2. Marcella Tomasetto24 julho, 2012 09:23

    Tá cada vez melhor o blog de vcs!!! Ótimo post beijooss!

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  3. Bruninha... Adoro teus textos! Não comento sempre, mas me divirto aqui... Apesar de que esse, no caso, não é pra diversão, o tema é bem legal. Acho que sou suspeita pra falar. Vivo perguntando pras minhas amigas se elas tem ctz se o cara é o amor da vida delas, porque pra mim "descobrir" isso com o meu marido, foi algo tão nítido que fico pensando que todo mundo deveria sentir isso. Não é querer casar com o cara, porque toda mulher quer casar - é saber que ele é capaz de te completar e te fazer feliz em todos os sentindos. Eu sou suuuper realizada no meu casamento. Nada é perfeito, mas acho que dentro do limite permitido de defeitos (rs...), meu casamento tá mto bem, viu? =)

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  4. Cheguei ateh a metade do post... Vou ler o resto e volto...

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  5. Mto bão :D
    BRuna C Lima

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