Há poucos dias ouvi uma história sobre uma mulher
que soube estar sendo traída pelo marido depois de ler no celular dele uma
mensagem típica de quem é burro demais para se aventurar em uma traição. “Hoje
não vou poder te ver porque meu filho ficou doente”. E antes que digam que “quem
procura acha”, já vou adiantando que ela não mexeu no celular dele nem pensou
em invadir sua privacidade. A descoberta aconteceu porque o “malandrão” teve a
capacidade de enviar a mensagem por engano à mulher, ao invés da amante.
Esse tipo de acontecimento reforça minha teoria de
que as pessoas devem encarar apenas o que têm estrutura para levar adiante. É
fato que, para trair sem ser flagrado, é preciso ser inteligente, estar sempre
atento. É claro que existem situações em que a pessoa nem faz questão de
esconder, mas isso não vem ao caso agora. É preciso saber que não há a mínima
condição de meter galho sem ser descoberto, se não houver cautela. A mentira
tem perna curta, a culpa normalmente fica estampada na testa do traidor. Ainda
assim, sendo isso tão óbvio, existe gente que é pega no pulo pelo simples fato
de não estar ligada – caso do palhaço acima citado.
Não estou aqui para julgar quem trai; pelo
contrário, em boa parte dos casos acredito que o corno é merecedor do chifre. Também
não estou defendendo a prática, pois sou a favor do diálogo e nunca tive
paciência para continuar relacionamentos que não estavam bons, quando não conseguia
resolver os problemas a dois. Se não estou satisfeita, não cobro que o outro
mude. Termino e vou atrás do que me parece ideal. Insistir em relação falida
não é a minha praia.
Agora, se o negócio não está bom e o indivíduo
resolve pular a cerca pra dar uma “aliviada”, é preciso ter a mínima habilidade.
Como sempre fui desligada, nunca pude me dar o luxo de ser adepta desse tipo de
comportamento. Sem falar que o trabalho de cuidar de cada detalhe para não ser
descoberta me dá preguiça só de pensar. Tem que ficar de olho no celular, MSN,
email, Facebook. Esconder bilhetinho (no caso dos amantes à moda antiga
ahahahahahaha será que isso ainda existe?), os presentinhos. Ter uma desculpa
na ponta da língua para tudo – desde a ausência em determinados eventos, quando
se falta um compromisso com a oficial para estar com a outra, até a falta de
disposição naqueles momentos, se é que vocês me entendem...
Até mesmo as coisas mais simples da vida, como
encher a cara, se tornam atividades de alta periculosidade para o adúltero.
Conheço homem que acabou expulso de casa porque foi dormir de fogo e falou o
nome da amante no meio da madrugada, enquanto sonhava. É exatamente como diz
aquela música das Velhas Virgens: “meu bem, eu não te traio porque dá muito
trabalho; chifrar é uma coisa complicada pra c******... ficar atento a bilhetes
e telefones é cansativo... precisa ficar ligado e eu não consigo”. Resumindo: se
não agüenta o tranco, melhor se contentar com o que tem!

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