A maior parte das mulheres, independente
da faixa etária, ainda vem ao mundo para seguir um comportamento padrão, a fim
de encontrar um parceiro e constituir uma nova família. É claro que muita coisa
mudou – principalmente com o aumento nos casais compostos por duas mulheres -,
mas alguns comportamentos parecem ter sido eternizados. Confesso que, pra mim,
é até estranho ver gente querendo casar e ter filhos hoje em dia, sabendo que
os coitadinhos vão correr infinitos riscos e a qualidade de vida vai ser, a
cada dia, mais limitada. Mas, acreditem, tenho muitas pessoas próximas (não
somente mulheres) que sonham com a “família feliz”.
O
princípio dominante da coisa toda é dividir a vida com a pessoa amada até o fim
de sua existência. O problema está na parte da “pessoa amada”, considerando que
os sentimentos parecem ter um prazo cada vez mais curto de duração. Coisa típica
da geração de micareteiros que compõe a sociedade atual. Mas e aí, qual o
problema? Eu curto rock’n’roll e torço pela aposentadoria de Ivete Sangalo e
Claudia Leitte todos os dias, mas, no fundo, tenho o mesmo espírito dos fãs
dessas tristes figuras, quando o que está em pauta é a maneira como encaro meus
relacionamentos.
Sim,
acredito que encontrar o amor verdadeiro é muito mais simples do que me privar
de boa parte do que gosto e condicionar tudo o que sinto a uma única pessoa. Já
amei e soube que o melhor não era estar sempre com ele, e também já estive
durante anos com alguém que sequer consegui amar. Amar é bom, mas ser livre e não
fazer planos é mais emocionante. Ser solteiro(a) e feliz com a condição então,
é simplesmente impagável, pois permite escolher quando se quer estar com
pessoas interessantes e quando qualquer pessoa serve. E não me venha, em pleno
ano de 2013, julgar mal quem se contenta com um pedaço de carne. Se ela for bem
distribuída, meu bem, tem mais é que mandar ver.
Afinal,
o mundo não acabou ainda justamente porque ainda temos muita energia pra
queimar, seja amando e sendo correspondido, amando platonicamente, desprezando
quem nos ama ou apenas transando. Simples assim.
Portanto, o recado pra você que quer
fazer amor com fins de procriação, no desespero de encontrar a receita mais
próxima de uma vida saudável e feliz, é o seguinte: ser feliz é ter
auto-confiança suficiente para fazer feliz qualquer pessoa com quem venha a se
relacionar, sem se preocupar com prazo de validade ou status de relacionamento
em rede social.
Mas,
se você continua achando que “casar é bom, mas morrer queimado é melhor”, se
apegue a outros tipos de amor: de família ou amigos, por exemplo.
Assim poderá entender os benefícios de
sentir algo bom, entendendo porque as pessoas apaixonadas ficam tão bobas e, ao
mesmo tempo, continuar tomando cerveja com os amigos sem ter hora pra chegar,
mandando mensagens no celular de alguém que pegou por aí só porque encheu a
cara – e nem aí pro que a criatura vai pensar – e até mesmo (agora vem a parte
mais interessante...) sendo livre para procurar carne nova quando a sua estiver
caidinha demais ou ocupada vivendo outras emoções.

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