quinta-feira, 7 de março de 2013

Fazendo o papel de Joãozinho


         Não, eu não estou falando de bancar a Tammy Gretchen. Estou me referindo àquela prática mais que comum hoje em dia, mas que ainda assusta 90% dos homens: a iniciativa da ala feminina na hora da conquista, nem que seja apenas para fins de pegação “só por uma noite”, como diria o recém finado Chorão – autor de tantas outras letras que ainda nos farão refletir sobre a vida.
         Voltando ao assunto, quando me tornei solteira novamente, depois de tantos anos fora do mercado, me senti perdida. Já não sabia mais conversar com alguém do sexo oposto, muito menos mostrar-me interessada em qualquer pessoa. Era como se eu tivesse ido pra balada com um adesivo “INDISPONÍVEL” colado na testa. Confesso que nem percebia minha cara de bunda, mas acabava afastando qualquer pretendente.
Nas primeiras semanas, poucos homens se aproximaram – destes, praticamente todos eram terríveis, em todos os sentidos. Homens feios, mal vestidos, com papo ruim e assim sucessivamente. Acredito que chegavam em mim por não ter muito o que esperar da vida; por já estarem acostumados a tomar um fora atrás do outro. Esse tipo nem se importa mais de ouvir um “NÃO”. Para eles, é apenas mais um. A idéia é atirar para todos os lados... uma hora acerta!
         Aos poucos fui percebendo, a partir dos relatos das minhas amigas e das experiências adquiridas na minha nova rotina, que dificilmente um homem decente vai se aproximar de uma mulher sem receber qualquer sinal de interesse. Pode ser apenas um olhar, mas é preciso que haja uma possibilidade de ser correspondido. No estágio seguinte da minha evolução, vi que não havia problema algum em tomar a iniciativa. Sim, euzinha! O único cuidado necessário seria não exagerar, para não parecer vulgar nem desesperada.
Pequenas coisas começaram a fazer efeito: pedir para amigos em comum darem um “toque” sobre meu interesse no alvo em questão, olhares na balada, adicionar um conhecido interessante no Facebook, curtir fotos do mesmo e até usar a ferramenta de “cutucar” ahahahahahaha São maneiras eficazes, que não fazem mal a ninguém – apesar de eu não ser muito adepta da última opção, pois normalmente ela não ajuda muito, já que muita gente ainda não sabe a finalidade do “cutuque” e sai por aí cutucando todo mundo, até mesmo parentes e amigos.
         O motivo de ter que mandar um sinal quando está a fim? Mulheres independentes, inteligentes e com presença assustam os homens – nesses casos, qualidades como beleza e gostosura são sérios agravantes. A admiração do público masculino pode impedi-lo de se aproximar, por achar que aquela mulher que considera acima da média nunca daria atenção a ele. Se o cara for inseguro, então... pior ainda!
         Aprender estes sutis detalhes pode ser considerado um divisor de águas na vida de uma pessoa. É claro que ainda existem homens preconceituosos, imaturos e desatualizados, que julgam como fácil ou sem vergonha a mulher que chega junto. Mas o fato é que esse tipo nem combina com mulheres modernas e evoluídas como nós, não? Gente com pensamento do século passado tem que tentar pegar mulher no asilo, não na balada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário