O enredo é
conhecido: roupas caras, carro luxuoso e cara limpa cumprem um forte papel ao
tornar o trabalhador braçal sedutor para a bela garota que o menosprezou. É
assim que o vídeo “Como conquistar uma mulher”
retrata uma prática muito comum entre o público feminino: o alpinismo social.
Em função das raízes culturais, para muitas mulheres esse comportamento apenas
reproduz o que ocorria no passado – quando os homens desempenhavam a função de
provedor, garantindo que não faltasse comida à mesa de suas famílias, enquanto
as esposas cuidavam do lar e dos filhos. Um longo caminho foi percorrido, até
que se tornasse aceitável a uma fêmea trabalhar. Aceitável: pois muitas lutaram – e lutam até hoje – pela
independência e pela igualdade dos sexos, enquanto parte da sociedade ainda
abomina a ideia. O que não quer dizer que não exista um outro time: o das
acomodadas, que preferem depender de uma figura masculina a buscar o próprio
dinheiro. O tempo passou, o mundo mudou, mas alguma marca daquela época ficou.
Não é novidade que
muita mulher leva em consideração o carro, profissão e até sobrenome de seu
alvo, antes de assumir ou não um relacionamento. Os motivos que justificam tal
atitude são variados – a pressão
familiar, o gosto pela ostentação e a falta de vontade de trabalhar representam
apenas alguns deles. O que nem todos
sabem é que existe homem que aprecie a companhia de alguém que tem seus cartões
de crédito como principal interesse – o que lembrou-me de um conhecido que
achava o máximo exibir a bela namorada como “comprovante de renda”, como se o
fato de estar com ela, apesar de sua falta de atributos estéticos, fizesse
todos ao seu redor acreditarem que ele era rico.
Por muito tempo não
entendi as razões que levam um homem a sair com alguém que só quer saber de
seus bens materiais. Hoje, acredito que a intenção de quem se submete a isso é
estar sempre no controle, manipulando sua presa para que faça todas as suas
vontades. E, como uma mão lava a outra, ao se deixar dominar, a mulher estaria
assegurando suas regalias. Aos que não nasceram com os sobrenomes Marinho ou
Orleans e Bragança, mas desejam conquistar o mosquetão,
ou melhor, o coração de uma alpinista social, aí vão algumas dicas sobre o que
elas mais gostam:
Carro - The ride
Talvez este seja o
item que mais chame a atenção das interesseiras, o que simplifica as coisas
para a ala masculina, levando em conta o crédito fácil e os financiamentos a
longo prazo. Marias Gasolinas rejeitam veículos de pequeno porte, como C3 e Ka,
por considerá-los “carros de menina”, sem poder de ostentação. A maioria
prefere modelos sedan (Corolla e Civic, por exemplo), pressupondo que homens
bem sucedidos profissionalmente usam esse tipo de carro para garantir uma
imagem de austeridade.
Há uma
particularidade em cidades do interior, onde é natural ver muitos marmanjos
montados em suas caminhonetes (Hilux, Amarok e similares) devidamente
identificadas por expressões como “cavalo de aço” – sério? Cavalo de aço? Você
mandou fazer esse adesivo? Enfim, o que vem ao caso é o poder de tais
exemplares, de fazer a imaginação das meninas galopar mais longe; afinal, eles
também podem ser donos de inúmeros verdes pastos, onde se reúnem com seus
amigos e chapéus aos fins de semana, para mascar gravetinhos e assar costelões
madrugada afora, enquanto conversam sobre o cruzamento de bois zebu e nelore. Moradores de grandes centros urbanos podem até não
acreditar, mas no interior o estilo agroboy é sucesso total. Aôôô potência!
Bebida
Traz a bebida que
pisca! Na era do Rei do Camarote (como ficou
conhecida uma triste figura de nome Alexander de Almeida, que diz gastar mais
de R$ 50 mil por balada), quem bebe vodca já perdeu a majestade. Champanhe traz
status. O jorro de fogo que sai do gargalo chama a atenção de longe, levando as
alpinistas sociais ao delírio. Apesar de companhia ideal em qualquer ocasião –
desde baladas e churrascos, até um despretensioso sábado no sofá –, a fama da
cerveja é das piores. Nem as importadas escapam. Sim, nem mesmo as importadas.
Roupas
Enganam-se os que
pensam que marcas caras são suficientes para impressionar uma alpinista social.
De nada adianta ter asas, se não souber voar. Adquiridas as peças de grife, é
hora de montar um visual de peso. Mulher interesseira é facilmente atraída pelo
estilo executivo, de paletó e gravata – que, na minha opinião, mais parece
funcionário de banco. Entretanto, para um evento mais descontraído, como um
churrasco em uma tarde de verão qualquer, esse look torna-se inviável, podendo
ser substituído pelas tradicionais calça cáqui e camisa pólo. As vestimentas
devem vir acompanhadas de sapatênis ou mocassins (aqueles sapatinhos de gosto
duvidoso, que só homens da terceira idade e o Rubem Fonseca em “A Coleira do
Cão” vêem com bons olhos). Para arrematar a cara da riqueza, é só jogar um
cardigã nas costas e voilà!
Mesmo conhecidos
estes segredinhos, saber levar na conversa não deixa de ser essencial, homem
que me lê! Portanto, se não for médico, advogado ou executivo de multinacional,
use a velha profissão de empresário para impressionar. Se não for, minta que é;
afinal de contas, quem tem empresa tem posses. Se todas essas dicas juntas não
forem suficientes, medidas emergenciais e muito mais drásticas se fazem
necessárias: trate de reservar camarotes em todos os shows e baladas da moda,
contrate dois ou três seguranças, arrume amigos famosos (podem até ser ex-BBBs)
e não esqueça de postar tudo no Instagram!

Com tanto feminismo por ai... tantas mulheres trabalhando e pagando suas contas, acho uma coisa muito démodé "Sê leiloar".
ResponderExcluirNo entanto, toda via, talvez...sei que isto nunca acabara. O terno (do profissional alpinista) batido e tantas vezes usado, será lavado e vestido novemente mente, mente, mente.... (risos)
Bom texto.
... conversam sobre o cruzamento de bois zebu e nelore. Moradores de grandes centros urbanos podem até não acreditar, mas no interior o estilo agroboy é sucesso total. Aôôô potência!... Já vi muito isso em Uberlândia. Quando namorava uma menina lá , certa vez fomos convidados pela prima dela para ir num restaurante pra jogar conversa fora , a guria levou o namorado , mas que cara chato . kkkkkk O cidadão só falava de bois , vacas e a toda hora ficava mostrando fotos de bois parecidos com o Swarzenneger como se fosse fotos de mulher pelada !!! kkkkkkk
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