sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Palhaço dissimulado – oi?



Ah, os homens...! O tal do sexo masculino é assunto que rende muito, sempre temos o que falar. Porque estes seres têm suas particularidades, seu jeitinho de mexer no que já estava certo desde antes do nascimento de Cristo. De queimar a cara em poucos segundos, fazer pirar até mesmo a mulher mais equilibrada do mundo. Como fazem parte de um circo que oferece espetáculos variados, hoje escolhi falar de uma espécie de artista bem manjada: a dos dissimulados.

Ao longo da vida permitimos que vários palhaços participem do nosso picadeiro, cada um mostrando sua arte. No caso dos dissimulados, um dos shows mais apresentados é o famoso Número do Desaparecimento. Não quer mais, tudo bem. Suma. O problema é que a maioria resolve voltar. Não entende que, depois de um tempinho – que normalmente costuma ser breve para as mulheres racionais –, a gente supera e joga a oferenda pro mar, de volta pra Yemanjá.

O dissimulado tem um ego do tamanho do planeta. Some e aparece quando sente vontade, achando que estaremos sempre sorridentes e de braços abertos pra aceitá-lo. Sequer cogita que, enquanto some, outros vêm e tomam seu lugar. É, a vida é assim... se você não deu assistência, certamente outro está dando – a exceção fica por parte das desesperadas que, por falta de opção, até aceitam de volta esse tipo de cafajeste, por questão de necessidade mesmo.

Onde entra a arte de dissimular? Exatamente na hora em que resolve protagonizar o “retorno triunfante” – que, na verdade, de triunfante não tem nada. O palhaço dissimulado costuma armar mil e uma presepadas e depois fingir que não entendeu o porquê das patadas que recebe, das ligações que não são atendidas, das mensagens que não são respondidas. Por que será, cara pálida?

Recentemente um palhaço dissimulado resolveu puxar papo no Facebook. Seis ou sete meses após tomar chá de sumiço, não devia ter nada melhor pra fazer e decidiu retomar o contato. Como era de se esperar, começou posando de bobo (fazendo jus à própria cara). Depois de perguntar algo do tipo “por que você parou de falar comigo?”, quando na verdade quem sumiu do mapa foi ele, me chamou pra sair. Elegante que sou, ao invés de mandá-lo à puta que o pariu, mencionei uma viagem imaginária que faria (só que não) e desbaratinei o pobre abobado.

Como não posso aconselhar as mulheres sobre como identificar esses tipinhos e sair correndo – pois essa é uma lição que ainda não aprendi –, fica aqui meu conselho a quem age como moleque: saia das fraldas, vire homem e, quem sabe nesse dia você entenda que não é porque uma mulher não te cobra satisfação ou não demonstra querer compromisso, que ela dispensa consideração e respeito. Esses são itens básicos em qualquer relação, por mais raros que sejam. Às mulheres: o importante é aprender com cada experiência e, ao invés de sofrer à toa, saber levar na esportiva. Até porque, quando chegar a hora certa... aparece outro palhaço e começa tuuuuudo de novo!

2 comentários:

  1. E começa tudo de novo... kkkkkkkkkk Homem não presta mesmo. (ótimo texto)

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  2. Assim mesmo, desde que o mundo é mundo. Ótimo texto.

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