Ah, os homens...! O tal do sexo masculino é assunto
que rende muito, sempre temos o que falar. Porque estes seres têm suas
particularidades, seu jeitinho de mexer no que já estava certo desde antes do
nascimento de Cristo. De queimar a cara em poucos segundos, fazer pirar até
mesmo a mulher mais equilibrada do mundo. Como fazem parte de um circo que oferece
espetáculos variados, hoje escolhi falar de uma espécie de artista bem manjada:
a dos dissimulados.
Ao longo da vida permitimos que vários palhaços
participem do nosso picadeiro, cada um mostrando sua arte. No caso dos
dissimulados, um dos shows mais apresentados é o famoso Número do Desaparecimento.
Não quer mais, tudo bem. Suma. O problema é que a maioria resolve voltar. Não
entende que, depois de um tempinho – que normalmente costuma ser breve para as
mulheres racionais –, a gente supera e joga a oferenda pro mar, de volta pra
Yemanjá.
O dissimulado tem um ego do tamanho do planeta. Some
e aparece quando sente vontade, achando que estaremos sempre sorridentes e de
braços abertos pra aceitá-lo. Sequer cogita que, enquanto some, outros vêm e
tomam seu lugar. É, a vida é assim... se você não deu assistência, certamente
outro está dando – a exceção fica por parte das desesperadas que, por falta de
opção, até aceitam de volta esse tipo de cafajeste, por questão de necessidade
mesmo.
Onde entra a arte de dissimular? Exatamente na hora
em que resolve protagonizar o “retorno triunfante” – que, na verdade, de triunfante
não tem nada. O palhaço dissimulado costuma armar mil e uma presepadas e depois
fingir que não entendeu o porquê das patadas que recebe, das ligações que não
são atendidas, das mensagens que não são respondidas. Por que será, cara
pálida?
Recentemente um palhaço dissimulado resolveu puxar
papo no Facebook. Seis ou sete meses após tomar chá de sumiço, não devia ter
nada melhor pra fazer e decidiu retomar o contato. Como era de se esperar,
começou posando de bobo (fazendo jus à própria cara). Depois de perguntar algo
do tipo “por que você parou de falar
comigo?”, quando na verdade quem sumiu do mapa foi ele, me chamou pra sair.
Elegante que sou, ao invés de mandá-lo à puta que o pariu, mencionei uma viagem
imaginária que faria (só que não) e desbaratinei o pobre abobado.
Como não posso aconselhar as mulheres sobre como
identificar esses tipinhos e sair correndo – pois essa é uma lição que ainda
não aprendi –, fica aqui meu conselho a quem age como moleque: saia das
fraldas, vire homem e, quem sabe nesse dia você entenda que não é porque uma
mulher não te cobra satisfação ou não demonstra querer compromisso, que ela
dispensa consideração e respeito. Esses são itens básicos em qualquer relação,
por mais raros que sejam. Às mulheres: o importante é aprender com cada
experiência e, ao invés de sofrer à toa, saber levar na esportiva. Até porque,
quando chegar a hora certa... aparece outro palhaço e começa tuuuuudo de novo!

E começa tudo de novo... kkkkkkkkkk Homem não presta mesmo. (ótimo texto)
ResponderExcluirAssim mesmo, desde que o mundo é mundo. Ótimo texto.
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